Mineradora brasileira regista aumento de 78,1% na produção de carvão em Moçambique

O aumento na produção e exportação de carvão em Moçambique tem dado sinais positivos, sendo que no terceiro trimestre deste ano registou um incremento de 78,1% e as vendas quase que duplicaram, quando comparado com igual período de 2020, de acordo com o mais recente relatório da mineradora Vale. O documento da empresa destaca que…
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Depois de já ter anunciado no início do ano que estaria de saída de Moçambique, a mineradora Vale registou crescimento na produção de carvão naquele país do Índico.
Economia

O aumento na produção e exportação de carvão em Moçambique tem dado sinais positivos, sendo que no terceiro trimestre deste ano registou um incremento de 78,1% e as vendas quase que duplicaram, quando comparado com igual período de 2020, de acordo com o mais recente relatório da mineradora Vale.

O documento da empresa destaca que a produção de carvão no terceiro trimestre de 2021 se fixou nas 2,4 milhões de toneladas e as vendas ascenderam a 2,6 milhões de toneladas.

“O maior aumento de vendas face a 2020 deu-se no ‘carvão energético’ (mais 160%) usado em centrais térmicas, por exemplo, para produção de electricidade, superando o salto dado pelo ‘carvão coque’ (mais 42%), usado na indústria metalúrgica”, lê-se no informe.

Este ano, até final de Setembro, a Vale já tinha produzido 5,6 milhões de toneladas de carvão em Moatize, que superam as 4,6 milhões de toneladas produzidas nos primeiros nove meses de 2020.

Segundo a Lusa, este crescimento reflete as obras de requalificação das minas de Moatize e “uma maior procura dos mercados asiáticos”, com a retoma da economia global, após a fase mais aguda de restrições ligadas à Covid-19. “Contudo, devido à estação chuvosa, a taxa de produção anual de 15 milhões de toneladas pode não ser atingida”, admite a empresa no seu relatório.

Recorde-se que a Vale anunciou no início do ano que estava de saída de Moçambique. Na altura, a mineradora anunciara que procurava investidores interessados na compra da sua operação em Moatize, em linha com o objectivo de se tornar numa empresa de carbono neutro até 2050 e reduzir 33% de suas emissões até 2030.

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