A moçambicana LAM prevê estrear até Julho deste ano voos regulares para o Dubai e para a China, avançou nesta Quarta-feira o director-geral da companhia aérea estatal, Theunis Crous.
“Esperamos iniciar para o Dubai e para a China, Guangzhou, nos próximos três meses. Em junho ou Julho”, disse Crous, à margem da cerimónia de apresentação, no aeroporto de Maputo, do primeiro avião cargueiro da companhia, um Boeing 737-300F.
“A companhia está a estabilizar. Estou cá [como director-geral] há duas semanas, mas já estava há oito meses, e estamos a seguir o plano definido e o que estava previsto”, disse. Theunis Crous é também director-geral da sul-africana Fly Modern Ark (FMA), nomeada pelo Governo moçambicano em Abril do ano passado para fazer a reestruturação da LAM.
Na cerimónia de lançamento do novo serviço LAM Cargo, o vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, recordou a decisão anterior, de “extraordinariamente intervir” na gestão da LAM, totalmente detida pelo Estado, com o objectivo de “estabilizar a companhia para evitar perdas progressivas”, enquanto “decorre a melhor avaliação para uma decisão sobre o futuro desta companhia a longo prazo”.
“Intervimos na gestão da LAM numa altura em que a empresa atravessava momentos de depreciação progressiva, com dificuldades extremas para honrar os seus compromissos com terceiros e outros indicadores que apontavam para uma situação mais desafiadora para a companhia. Como resultado do profundo trabalho desenvolvido com o parceiro criteriosamente identificado, volvido menos de um ano, a realidade da companhia Linhas Aéreas de Moçambique mostra sinais de melhoria, transmitindo confiança de que a decisão tomada era a mais acertada”, enfatizou o governante, citado pela Lusa.
Acrescentou que estão a ser dados “passos seguros rumo à estabilização da empresa”, tendo “sido conseguidos” nos últimos meses vários “progressos”, como o “incremento da frota” ao serviço, “melhorando a sua capacidade de resposta à demanda do mercado, aumento de frequências domésticas, abertura de novas rotas e reabertura de outras”.
Ainda a “redução de 30% de tarifas para alguns destinos”, o que “está a promover a melhoria do acesso aos serviços de transporte aéreo no país, dinamizando, em consequência, o turismo, entre outros ganhos económicos”.





