Moçambique é classificado como um dos países da África que mais sofre o tráfico de Pangolim para China e Vietname e, Angola apontado com melhoria significativa no controle do comércio ilegal de Pangolim nos últimos cinco anos.
O novo relatório da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) “Estado de Conservação, Comércio e Esforços de Fiscalização para Pangolins” indica que a China e o Vietname foram os principais destinos alegados para as partes de pangolim comercializadas ilegalmente e os países africanos como as principais fontes.
O documento aponta ainda que para além de Moçambique, constam da lista oito países africanos como Nigéria, África do Sul, Guiné Equatorial, Gana, Camarões, Etiópia, Maláui e República Democrática do Congo, referindo que a origem alegada e a fonte selvagem real dos pangolins são provavelmente diferentes para quase todas as apreensões de pangolins relatadas.
“Houve 2.222 apreensões de pangolins e suas partes em 49 países, envolvendo um total estimado de 553.042 pangolins, durante o período de 2016 a 2024. As apreensões realizadas em 10 países representaram 96% de todos os pangolins apreendidos nesse período. Com base nos dados disponíveis, pelo menos 74 países foram identificados como envolvidos no comércio ilegal de pangolins, que envolveu pelo menos 178 rotas comerciais distintas”, lê-se no relatório.
Vários países adotaram medidas para controlar o comércio de pangolins nos últimos cinco anos, incluindo Angola, China, Libéria, Lituânia, Singapura, Estados Unidos e Vietname. A China tomou medidas para melhor regular o comércio legal de escamas de pangolim e produtos que as contenham, mas não fechou os seus mercados internos.
O novo relatório da CITES, revelou que, entre 2016 e 2024, a venda de pangolins representou quase 99% de todas as partes confiscadas.





