O ministro da Administração Estatal e Função Pública moçambicana, Inocêncio Impissa informou esta Quinta-feira, 08, que o país precisa de 469,3 milhões de euros para repor as infraestruturas destruídas durante protestos pós-eleitorais em Moçambique, segundo dados do Governo.
De acordo com Inocêncio Impissa, citado pela comunicação social, Moçambique soma 361,9 milhões de euros “em destruições” de infraestruturas públicas, cuja “reposição” implica investimentos de 469 milhões de euros.
O governante disse que, com tumultos “não se pode desenvolver um país”, alegando que as manifestações pós-eleitorais, de Outubro de 2024 a Março de 2025, fizeram com que o país recuasse “muitos passos”.
“Se em alguns lugares me perguntarem, eu diria que regredimos aos anos 80 ou um pouco antes”, apontou, reiterando ainda que Moçambique e nenhum outro país merece viver insegurança igual.
No entanto, ressaltou que, o papel do Governo, agora, depois deste levantamento, é mobilizar recursos para conseguir repor as infraestruturas nos municípios onde não existem infraestruturas mínimas para o funcionamento da administração pública.
Em causa, diz a Lusa, estão protestos convocados então pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeita os resultados das eleições de Outubro de 2024, que deram a victória a Daniel Chapo como quinto Presidente de Moçambique, nos quais morreram mais de 400 pessoas, em confrontos com a polícia.





