Moçambique projecta integrar 70% da população adulta no sistema financeiro ainda este ano

O Governo de Moçambique estima que o processo de inclusão financeira atinja, em 2022, 70% da população adulta do país, com o grupo a ter acesso a pelo menos uma conta bancária. De acordo com uma estratégia governamental citada pelo Diário Económico daquele país do índico, prevê-se ainda que, ao longo do presente ano, a…
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Iniciativa governamental prevê ainda que a totalidade dos distritos do país tenha, pelo menos, um ponto de acesso aos serviços financeiros formais e que 90% da população aceda a serviços financeiros.
Economia

O Governo de Moçambique estima que o processo de inclusão financeira atinja, em 2022, 70% da população adulta do país, com o grupo a ter acesso a pelo menos uma conta bancária.

De acordo com uma estratégia governamental citada pelo Diário Económico daquele país do índico, prevê-se ainda que, ao longo do presente ano, a totalidade dos distritos do país tenha pelo menos um ponto de acesso aos serviços financeiros formais, e 90% da população possa aceder àquele tipo de serviços a menos de 5 quilómetros do local de residência ou trabalho.

Toda a mecânica de inclusão financeira está inserida numa estratégia nacional, uma iniciativa que conta, para além do envolvimento do Governo e das instituições reguladoras e supervisoras do sector financeiro, Banco de Moçambique (BM) e Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), com a participação dos principais actores do sector financeiro formal no país.

Com a estratégia de inclusão, o governo pretende expandir os pontos de acesso aos produtos e serviços financeiros para as zonas rurais e periurbanas, reduzir os custos de distribuição dos serviços com consequências positivas para os consumidores, aumentar o acesso ao crédito aos pequenos agricultores e às micro, pequenas e médias empresas (MPME).

A implementação do programa já vem desde 2016, conforme avançou o jornal de Notícias do país. Aliás, a relevância da referida estratégia tem aumentado à medida que, ao nível global, se reconhece o papel que a inclusão financeira tem no estímulo à poupança financeira, no financiamento à economia.

“A inclusão financeira é fundamental para a expansão da actividade económica, geração da renda e redução da pobreza, resultando no desenvolvimento económico, redução das desigualdades sociais e na melhoria do bem-estar da população em geral”, frisa a estratégia aprovada pelo Governo.

Uma fonte do governo moçambicano mostra que a conta bancária, quer a nível nacional como internacional, tem sido a porta de entrada para que os indivíduos e empresas possam se beneficiar de outros produtos e serviços financeiros, como o acesso ao crédito bancário, particularmente para os pequenos agricultores e as micro, pequena e médias empresas (MPME), aos sistemas de pagamentos electrónicos, bem como aos serviços de seguros e de fundos de pensões ou mesmo ao mercado de capitais.

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