Namíbia quer reforçar relações comerciais com Angola e posicionar-se como centro logístico regional

A directora executiva interina do Conselho de Promoção e Desenvolvimento de Investimentos da Namíbia, Julia Muetudhana, defendeu esta Segunda-feira, 19, em Luanda, o reforço das relações económicas e comerciais com Angola, considerando que existe margem significativa para aumentar o volume de negócios e diversificar as trocas comerciais entre os dois países. Ao intervir no Fórum…
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Directora executiva interina do Conselho de Promoção e Desenvolvimento de Investimentos da Namíbia, Julia Muetudhana destaca a sofisticação do sistema financeiro namibiano, a possibilidade de repatriamento de capitais, lucros e rendimentos.
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A directora executiva interina do Conselho de Promoção e Desenvolvimento de Investimentos da Namíbia, Julia Muetudhana, defendeu esta Segunda-feira, 19, em Luanda, o reforço das relações económicas e comerciais com Angola, considerando que existe margem significativa para aumentar o volume de negócios e diversificar as trocas comerciais entre os dois países.

Ao intervir no Fórum Empresarial Angola – Namíbia, a responsável destacou a sofisticação do sistema financeiro namibiano, a possibilidade de repatriamento de capitais, lucros e rendimentos, bem como as condições oferecidas pelo país para atrair investidores nacionais e estrangeiros.

Ao apresentar as oportunidades de investimento, Julia Muetudhana sublinhou igualmente a ambição da Namíbia de se afirmar como um centro logístico regional, apoiado numa infraestrutura de qualidade, na disponibilidade de competências técnicas e na ligação a corredores de transporte que facilitam o acesso aos mercados africanos.

Segundo a responsável, o país dispõe de corredores estratégicos que ligam o porto de Walvis Bay a diferentes mercados da região, incluindo o Botswana e a África do Sul, bem como a outros destinos da África Austral. Estas ligações, explicou, contribuem para reduzir o tempo de trânsito, facilitar as operações de importação e exportação e melhorar a competitividade das empresas.

Apesar de a Namíbia ter uma população de aproximadamente 3,5 milhões de habitantes, Muetudhana salientou que o país oferece acesso a um mercado regional estimado em cerca de 320 milhões de pessoas, além de oportunidades comerciais noutras partes do continente africano.

Neste contexto, a responsável considerou que a posição geográfica e as infraestruturas logísticas do país podem servir de plataforma para empresas interessadas em expandir as suas operações na África Austral e noutros mercados.

Comércio bilateral abaixo do potencial

No domínio das relações entre Angola e Namíbia, Julia Muetudhana reconheceu que, apesar dos laços históricos e da proximidade entre os dois países, o nível de intercâmbio comercial continua reduzido face às oportunidades existentes.

A responsável apontou valores de aproximadamente 31 milhões de dólares em exportações para Angola e 28 milhões de dólares em importações, sem especificar a moeda nem o período de referência dos dados apresentados.

Para a directora executiva interina, estes números demonstram a necessidade de intensificar a cooperação empresarial e explorar novas áreas de negócio, de modo a ampliar os benefícios económicos da relação bilateral.

Muetudhana considerou que as trocas comerciais não devem permanecer concentradas num número limitado de produtos, defendendo uma abordagem mais abrangente, capaz de identificar novas oportunidades de investimento, produção e comercialização.

Entre os produtos actualmente envolvidos nas trocas comerciais, a responsável mencionou o petróleo e outros produtos associados aos sectores energético e industrial. No entanto, salientou que a relação económica entre os dois países não deve ficar limitada a estas categorias.

Julia Muetudhana defendeu, por isso, o aprofundamento do diálogo entre os sectores público e privado, com vista à identificação de novas oportunidades e à criação de condições para aumentar o comércio bilateral.

A Namíbia pretende reforçar a sua posição como porta de entrada para os mercados regionais e promover uma parceria económica mais diversificada com Angola, aproveitando a proximidade geográfica, as infraestruturas existentes e o potencial de complementaridade entre as duas economias.

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