O vice-primeiro ministro da República Democrática do Congo (RDC), Jean-Pierre Bemba, disse esta Quinta-feira, 05, em Luanda, que não querem um corredor limitado apenas para as infra-estruturas de transporte e o trânsito de matéria-prima, visto que pretendem ter um corredor económico integrado, capaz de estruturar os territórios que ele atravessa.
“O Corrido do Lobito não é simplesmente um projecto de infra-estrutura de transporte, é uma escolha estratégica, de transformação económica, de um instrumento de soberanizar a logística e de uma integração regional durável entre a Angola, Zâmbia e a RDC”, ressaltou o governante, que discursava na abertura da Reunião Inaugural de Coordenação do Corredor do Lobito.
Pierre realçou que a visão da República Democrática do Congo é clara, assumida e estruturada, pois o Corredor do Lobito vai criar valor localmente, gerar empregos duráveis e reforçar a competitividade da África nas redes de valores mundiais, afirmando que a aproximação dos três países se baseia em um princípio fundamental, colocar o corredor como coluna vertebral do desenvolvimento.
Segundo Jean, a RDC tem uma visão multimodal e multissetorial que é a modernização e a subida na capacidade do eixo ferroviário Sacania, Lubumbashi, Tenke, Coloesi, Dilolo e Lobito que são uns verdadeiros dorsal económico regional.
“O Corredor do Lobito é um projecto de benefícios compartilhados, fundado em uma lógica ganha-ganha, para a RDC”, disse Pierre, referindo que além das vantagens transversais, o Porto de Lobito, como principal hub atlântico regional, é o aumento do tráfego ferroviário, portuário e logístico e o reforço do papel de Angola como porta de entrada marítima da África do Sul.
No entanto, reafirmou que a RDC avança com métodos, rigor e realismo no plano técnico e estudos de realizabilidade do Tenke-Koluizi-Dilolo e estão disponíveis agora os trabalhos de reabilitação urgente de 80 quilômetros entre Koluizi-Dilolo.
Os estudos do Tenke-Ksakanya, informou o governante congolês, serão financiados em breve com o apoio do Banco Mundial. “Quero dizer que actualmente já operamos com as estruturas e infra-estruturas, mais ou menos 40 vagões no mês de Janeiro que saíram de Koluizi até Lobito. Até ao final do ano devemos passar por 60 vagões por mês”, perspectivou.





