O Fundo de Garantia de Crédito de Angola (FGC) prevê colocar em funcionamento, em Outubro deste ano, a sua segunda agência regional, localizada no município de Viana, em Luanda, no âmbito do plano de expansão geográfica dos serviços da instituição.
A nova representação regional surge depois da inauguração da primeira agência do FGC, na província de Benguela, em Dezembro de 2023, e tem como principal objectivo aproximar os serviços da instituição dos micro, pequenos e médios empresários (MPME).
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração do FGC, Luzayadio Simba, no final de uma visita de constatação às obras de construção e apetrechamento da futura agência regional.
Segundo o responsável, a abertura da unidade de Viana deverá contribuir para simplificar o acesso dos empresários ao financiamento bancário e aumentar o volume de emissão de garantias públicas de crédito junto do sistema financeiro nacional.
“A abertura da agência de Viana está enquadrada na implementação do Plano Estratégico do FGC, que prevê a expansão progressiva da presença da instituição em diferentes regiões do país”, afirmou Luzayadio Simba.

O PCA do FGC informou igualmente que estão em curso as obras para a instalação da Delegação Regional de Saurimo, na província da Lunda Sul. Está também previsto, para breve, o início dos trabalhos para a criação de uma representação na província de Cabinda.
Numa fase posterior, o plano de expansão geográfica contempla ainda a região Sul do país, através da abertura de uma agência na província da Huíla.
O Fundo de Garantia de Crédito registou, em 2025, um resultado líquido de 7,9 mil milhões de kwanzas, o valor mais elevado desde a sua criação, em 2022.
O resultado representa um crescimento de 19,17% face ao período homólogo. Luzayadio Simba explicou que o FGC assegura as suas despesas operacionais através das receitas geradas pela instituição, ao mesmo tempo que procura honrar os compromissos assumidos junto da banca.
Actualmente, o FGC possui um capital próprio estimado em cerca de 170 mil milhões de kwanzas. De acordo com o PCA, este valor registou alguma redução nos últimos anos em consequência dos accionamentos pagos pela instituição.





