O alavancar da economia angolana está nas micro, pequenas e médias empresas (PME), que precisão de apoio e protecção do Governo, considera presidente da Associação das Indústrias de Panificação e Pastelaria de Angola (AAIPA), Gilberto Simão.
Para alavancar a nossa economia, segundo entende, tem que existir um diálogo constante com os parceiros do Governo, associação e cooperativas.
“Isso, infelizmente, não está a existir, o Governo está, exactamente, a trabalhar com algumas associações, mas que representam grandes empresas”, disse.
Frisou ainda que é preciso que o Governo participe e chame constantemente associações que representam as micro, pequenas e médias empresas.
“Os principais constrangimentos das nossa economia são os bancos e os facilitadores. Infelizmente, com o sistema de mercado livre e de concorrência, as micro, pequenas e médias empresas não têm qualquer possibilidade de se afirmar”, afirmou, durante a mesa-redonda “Como Alavancar os Investimentos Privados com Impacto no Desenvolvimento em Angola”, realizada nesta Quarta-feira, em Luanda, no final do lançamento do Mapa do Investimento Sustentável.
Os programas e os projectos desenvolvidos pelo Governo angolano são muito bons, mas estão a ser todos a ser utilizados pelas grandes empresas.
“Temos o FACRA e o FADA. Esses programas não estão a atingir as pequenas empresas, porque o mercado é livre”, frisou.





