“O Corredor do Lobito deve ser um verdadeiro motor de transformação económica”, aponta Presidente de Angola

O Presidente de Angola, João Lourenço, afirmou, esta Quinta-feira, 05, em Luanda, que o Corredor do Lobito deve ser um verdadeiro motor de transformação económica, impulsionando o desenvolvimento do agronegócio, promover a transformação industrial, fortalecer cadeias de valores regionais e criar oportunidades económicas sustentáveis, como gerar empregos dignos, com especial atenção para os jovens e…
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João Lourenço disse que o Corredor do Lobito tem vindo a afirmar-se como um eixo fundamental de ligação entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia, com um enorme potencial para dinamizar o comércio, a produção, a logística e a transformação económica em toda a região.
Economia

O Presidente de Angola, João Lourenço, afirmou, esta Quinta-feira, 05, em Luanda, que o Corredor do Lobito deve ser um verdadeiro motor de transformação económica, impulsionando o desenvolvimento do agronegócio, promover a transformação industrial, fortalecer cadeias de valores regionais e criar oportunidades económicas sustentáveis, como gerar empregos dignos, com especial atenção para os jovens e as mulheres, garantindo que o crescimento económico se traduza numa melhoria efectiva da qualidade de vida das populações das áreas abrangidas.

Ao discursar na abertura da Reunião Inaugural de Coordenação do Corredor do Lobito, o chefe de Estado angolano disse que consideram importante que se garanta que a espinha dorsal do corredor do Lobito, as suas infraestruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas, estejam totalmente reabilitadas e interligadas para garantir eficiência e competitividade.

“O corredor do Lobito tem vindo a afirmar-se como um eixo fundamental de ligação entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia, com um enorme potencial para dinamizar o comércio, a produção, a logística e a transformação económica em toda a nossa região, ao ligar o atlântico às zonas produtivas do interior”, indicou Lourenços.

Segundo João Lourenço, este corredor pode tornar-se uma verdadeira plataforma de desenvolvimento e de dinamização da zona de livre comércio continental da África, contribuindo para a integração económica regional e para a facilitação do comércio intra-africano, com importantes benefícios para as economias e populações.

Entretanto, referiu que é relevante e estratégico que se concretizem os projetos de reabilitação da parte ferroviária na República Democrática do Congo, assim como a materialização da ligação ferroviária e rodoviária da Zâmbia, bem como a interligação da rede de transporte de energia da Angola à região em causa, beneficiando as populações e actividades produtivas nos dois países vizinhos.

“Sem este esforço, a concretização de um efectivo corredor de desenvolvimento para os nossos países, integrados no contexto da economia global, ficará muito mais desafiante”, realçou.

Angola, disse, tem registado nos últimos anos, um crescimento económico positivo e sustentado, assente num esforço contínuo de estabilização macroeconómica e de diversificação da sua economia, procurando criar melhores condições para investimentos estruturantes, reforçando a confiança e a previsibilidade necessárias para projectos de longo prazo.

Para o Presidente da República de Angola, a parceria do país com o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, União Europeia, Estados Unidos da América e com outros parceiros multilaterais, bilaterais e do sector privado, tem sido decisiva na dinamização deste projecto, pois o seu apoio permite o fortalecimento das reformas institucionais, criando confiança e credibilidade para novos investidores.

“É neste quadro que pretendo destacar um sinal concreto de passagem da visão à execução. Aos 17 de Dezembro de 2025, foi assinado um financiamento de 753 milhões de dólares para Lobito Atlantic Reuel, incluindo 553 milhões de dólares pela Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos da América e 200 milhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da África do Sul, visando apoiar a reabilitação e modernização do eixo ferroviário e componentes logísticas associadas ao corredor do Lobito”, informou o líder angolano.

Este passo, ressaltou, é relevante porque confirma que o corredor reúne condições para mobilizar financiamento estruturado e de longo prazo, mas também porque reforça a credibilidade e a bancabilidade do projecto, criando efeito de demonstração para novos investidores e ainda porque nos impõe maior responsabilidade colectiva, fazendo com que o financiamento assinado se traduza em obras, que as operações sejam eficientes, em reformas executadas e os resultados medidos.

Por essa razão, indicou João, é fundamental que as boas intenções em torno do Corredor do Lobito se traduzam em decisões operacionais e em instrumentos de execução. “Precisamos de alinhar prioridades, definir roteiros, estabelecer responsabilidades e criar mecanismos de acompanhamento que garantam impacto real, mensurável e duradouro”, disse.

De acordo o chefe de Estado, Angola reafirma o seu compromisso com esta visão de cooperação regional, com o fortalecimento das instituições e com uma parceria estreita e transparente com todos os parceiros de desenvolvimento.

“Estamos convictos de que trabalhando de forma alinhada e coordenada, conseguiremos transformar o corredor do Lobito num verdadeiro catalisador de desenvolvimento inclusivo e sustentável. O Corredor do Lobito é mais do que um projecto de infra-estrutura, é um projecto de confiança, de integração e de futuro partilhado”, sublinhou.

No entanto, disse que o verdadeiro sucesso será medido não apenas por quilômetros de ferrovia ou volumes de carga transportada, mas pelo impacto que o produzirá na vida das pessoas, jovens com emprego, famílias com rendimento, comunidades com novas oportunidades e economias mais resilientes.

“Angola reafirma o seu compromisso de liderança cooperativa e de execução responsável com transparência e sentido de urgência, para que os resultados sejam visíveis no cotidiano dos nossos cidadãos”, garantiu.

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