“O nosso desafio é que os países da CPLP integrem escritores lusófonos na disciplina de português”, diz Maria Oliveira

Portugal desafiou nesta Quinta-feira, 07, os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a introduzir obras de autores lusófonos no currículo de ensino da língua portuguesa. O desafio lançado pela secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa de Oliveira, durante a reunião de ministros da Educação da organização, que decorreu em Díli, Timor-Leste.…
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Em Portugal, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação está já a rever as aprendizagens essenciais do ensino básico e secundário e pretende incluir obras de outros autores dos países da CPLP, segundo garantiu a secretária de Estado da Administração Escolar.
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Portugal desafiou nesta Quinta-feira, 07, os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a introduzir obras de autores lusófonos no currículo de ensino da língua portuguesa. O desafio lançado pela secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa de Oliveira, durante a reunião de ministros da Educação da organização, que decorreu em Díli, Timor-Leste.

“O nosso desafio hoje aqui foi de que todos os estados-membros fizessem o mesmo, que integrassem no currículo da língua portuguesa obras de todos os autores da CPLP, tendo em vista a valorização da língua portuguesa e também uma partilha linguística e cultural”, salientou a responsável, ao intervir no evento, que decorreu sob o lema “Educação, valores democráticos e participação cívica: caminhos para o fortalecimento das sociedades da CPLP”.

Em Portugal, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação está já a rever as aprendizagens essenciais do ensino básico e secundário e pretende incluir obras de outros autores dos países da CPLP. Para a governante, a partilha não só enriqueceria todos, mas também permitiria aos alunos o contacto com escritores da CPLP.

O desafio de Portugal, segundo a agência Lusa, consta na declaração final da reunião de ministros, que pede aos Estados-membros para “promoverem, no quadro dos respectivos sistemas educativos e no respeito pela sua autonomia pedagógica, a valorização da diversidade literária da CPLP, designadamente através da integração progressiva de obras e autores dos diferentes países nos currículos e programas de português”.

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