Oposição são-tomense pede ao Presidente para convocar diálogo nacional

O Movimento Basta, com dois assentos no parlamento são-tomense, apelou nesta Quinta-feira ao Presidente da República, Carlos Vila Nova, para promover um diálogo nacional para analisar a situação económica e social do país que considera estar a enfrentar “crise sem precedentes”. “Estamos a vivenciar sinais claros de tendências antidemocráticas no actual Governo. O desrespeito pelas…
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Movimento Basta apela ao Presidente da República para promover um diálogo nacional para analisar a situação económica e social do país que considera estar a enfrentar “crise sem precedentes”.
Economia

O Movimento Basta, com dois assentos no parlamento são-tomense, apelou nesta Quinta-feira ao Presidente da República, Carlos Vila Nova, para promover um diálogo nacional para analisar a situação económica e social do país que considera estar a enfrentar “crise sem precedentes”.

“Estamos a vivenciar sinais claros de tendências antidemocráticas no actual Governo. O desrespeito pelas instituições democráticas é alarmante e manifesta-se de várias formas”, apontou hoje, em conferência de imprensa, o coordenador do Movimento Basta, Salvador dos Ramos.

Na mesma ocasião, criticou a presença do governador do Banco Central a lado do ministro das Finanças “de pé durante mais de uma hora atrás do primeiro-ministro”, numa conferência de imprensa, no sábado.

“É uma demonstração evidente de que essa instituição que deveria operar de forma independente está subjugada ao controlo do Governo”, sublinhou, Salvador dos Ramos.

O coordenador do Movimento Basta alertou ainda para uma “proposta de lei que permite ao primeiro-ministro nomear as chefias militares”, que considerou “uma clara indicação da centralização do poder” que ameaça a democracia “e põe em risco a separação de poderes”.

Salvador Ramos, citado pela Lusa, sustentou que “a economia do país está a beira de uma derrocada” e responsabilizou o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, lembrando que durante a campanha “prometeu soluções” para os problemas, “afirmando estar preparado para governar”.

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