Oxford Economics antecipa novas melhorias no rating angolano para 2023

Angola pode vir a registar, até meados de 2023, novas melhorias na avaliação do seu rating, indicador que mostra se o país é elegível ou não para novos empréstimos soberanos, projectam os analistas do centro de estudos Oxford Economics. De acordo com as projecções daquele órgão líder de analises económicas global, apesar de o país…
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Após uma classificação de B- dos peritos da Fitch Rating, país volta a estar na análise da Oxford Economics, que já antevê mais melhorias no rating angolano, avaliações que devem chegar até 2023.
Economia

Angola pode vir a registar, até meados de 2023, novas melhorias na avaliação do seu rating, indicador que mostra se o país é elegível ou não para novos empréstimos soberanos, projectam os analistas do centro de estudos Oxford Economics.

De acordo com as projecções daquele órgão líder de analises económicas global, apesar de o país vir a beneficiar de mais melhorias na avaliação do crédito soberano pelas agências de rating, há ainda a necessidade de controlo da despesa em ano eleitoral.

“Desde que os preços do petróleo permaneçam estáveis e o governo continue com uma despesa orçamental prudente, antecipamos que Angola pode ter mais subidas no rating nos próximos 12 a 18 meses, dadas as nossas previsões de uma subida da produção de petróleo e aumento do crescimento económico neste período”, lê-se num comentário dos analistas.

Enviada aos investidores, a análise dos peritos da Oxford Economics surge poucos dias depois de a Fitch Ratings ter subido a avaliação sobre a qualidade do crédito de Angola em dois níveis, de CCC pra B-.

“Um risco relativo a esta nossa previsão de melhores métricas orçamentais a curto prazo é se o crescente descontentamento com o actual Governo e a conclusão do programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI) levarem a uma despesa pública excessiva nas vésperas das eleições deste ano”, alertam os analistas da Oxford Economics Africa.

Os especialistas também fazem constar da agenda o facto de as receitas do petróleo subirem significativamente desde o início de 2021, o que, segundo consta da análise, “melhorou dramaticamente a posição orçamental de Angola”.

Segundo os peritos, apesar da queda na produção, a subida dos preços levou a que a receita subisse mais de 60% no ano passado, fazendo o saldo orçamental passar de um défice de 1,7% em 2020 para um excedente de 2,9% no ano passado.

“Para além da recuperação nas receitas petrolíferas, as três maiores agências de ‘rating’ também ficaram impressionadas com os fortes esforços de consolidação orçamental e com a liberalização da moeda ao abrigo do programa com o FMI, que terminou no ano passado”, concluem os analistas.

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