A carteira digital Paypay ultrapassou, em Fevereiro de 2026, a marca de 1,6 milhões de transferências instantâneas processadas através do sistema KWiK, consolidando a sua posição como o participante mais activo do ecossistema de pagamentos digitais em Angola.
Os dados constam do Relatório Estatístico Mensal publicado pela EMIS, que acompanha o desempenho das instituições integradas na infra-estrutura nacional de pagamentos.
De acordo com o documento, o Paypay movimentou 1.637.275 operações no mês em referência, correspondentes a uma quota de mercado de 52,2 por cento. O valor total processado ascendeu a 24,5 mil milhões de kwanzas, montante que reflecte um crescimento homólogo de 142 por cento, impulsionado pela maior adesão dos utilizadores a serviços de pagamento de baixo valor e elevada frequência.
A expansão da carteira digital, segundo uma nota enviada à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, acompanha a tendência de crescimento do sistema KWiK, que registou, no mesmo período, 3,14 milhões de transferências avaliadas em 74,6 mil milhões de kwanzas.
Entre os restantes participantes, destacam-se o BAI, com 687.441 operações (21,9%), e a USPM, operadora da Unitel Money com 395.505 transacções (12,6%). Dezasseis bancos somados representaram 11,6 por cento do total.
O relatório mostra ainda que a utilização do sistema ocupa cada vez mais espaço no quotidiano dos utilizadores, reflectido no valor médio das operações. No caso do Paypay, cada transferência rondou 14.956 kwanzas, evidenciando que o serviço é maioritariamente utilizado para pagamentos correntes, pequenas compras e transferências de apoio familiar.
O crescimento do número de utilizadores acompanha o dinamismo das operações. A plataforma contabiliza mais de 625 mil contas activas, registando um aumento de 146,7 por cento em relação ao período homólogo.
Apenas em Fevereiro, o número de novos utilizadores cresceu 5,2 por cento. O sistema KWiK mantém trajectória de expansão. Angola conta actualmente com mais de 12,3 milhões de contas registadas e cerca de 24,8 milhões de chaves de pagamento activas, equivalendo a um crescimento anual superior a 180 por cento.
O relatório destaca que o incremento resulta da maior digitalização dos serviços financeiros e do alargamento do acesso às carteiras electrónicas. Os dados agora conhecidos reforçam também o impacto da digitalização nas rotinas de pagamento, especialmente entre jovens e trabalhadores informais.
Em Fevereiro, 66,4 por cento das transferências KWiK no país foram inferiores a 10.000 kwanzas, indicador que revela maior inclusão financeira e crescimento do uso de soluções móveis em substituição ao numerário.
Segundo estatísticas oficiais, o sistema de pagamentos instantâneos movimentou, nos dois primeiros meses de 2026, 6,1 milhões de operações, correspondentes a 144,68 mil milhões de kwanzas, consolidando-se como uma das áreas de maior expansão no sector financeiro nacional.
A tendência deverá manter-se ao longo do ano, acompanhando a evolução tecnológica do mercado e o reforço dos serviços oferecidos pelas operadoras de pagamentos digitais, num contexto de crescente migração para serviços financeiros electrónicos no país





