Pesquisa de petróleo no bloco de Mazenga vai à consulta pública em Inhambane

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique e a Mozgas Energy Lta acabam de anunciar a sua pretensão de iniciar, dentro dos próximos tempos, operações de aquisição de dados sísmicos bidimensionais (2D) e de execução de furos de pesquisa e avaliação, com vista a conhecer o potencial de hidrocarbonetos no bloco de Mazenga, na…
ebenhack/AP
Localizado na bacia sedimentar de Moçambique, o bloco de Mazenga é detido em 80% pela MozGas, sendo os restantes 20% pertença da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos do país.
Economia

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique e a Mozgas Energy Lta acabam de anunciar a sua pretensão de iniciar, dentro dos próximos tempos, operações de aquisição de dados sísmicos bidimensionais (2D) e de execução de furos de pesquisa e avaliação, com vista a conhecer o potencial de hidrocarbonetos no bloco de Mazenga, na província de Inhambane.

De acordo com o Jornal de Notícias de Moçambique, para o efeito, estão programados, para dentro de dias, diversos encontros de consulta pública com as populações em Inhambane, Panda, Morrumbene, Massinga, Funhalouro, Vilanculos e Maputo, com o objectivo de informar o público sobre o projecto, bem como recolher as principais preocupações e sugestões da sociedade civil e instituições governamentais sobre o projecto e seu Estudo de Pré-Viabilidade Ambiental (EPDA).

Localizado na bacia sedimentar de Moçambique, o bloco de Mazenga é detido em 80% pela MozGas, sendo os restantes 20% pertença da ENH.

O bloco de Mazenga foi concessionado em 2020 e, durante o primeiro sub-período de pesquisa, a concessionária compromete-se a reprocessar e re-interpretar três mil quilómetros de dados sísmicos bidimensionais (2D); adquirir 15 mil quilómetros de dados aeromagnéticos e gravimétricos; adquirir 1.500 quilómetros de dados sísmicos bidimensionais (2D) e realizar estudos geológicos e geofísicos.

Já no segundo sub-período, a concessionária deverá assegurar a perfuração de pelo menos um poço de pesquisa até a profundidade de dois mil e quinhentos metros ou até a formação de Domo, bem como garantir os estudos geológicos e geofísicos.

A Bacia Sedimentar de Moçambique cobre quase toda a região sul do país e uma parte da zona centro, sendo composta por formações geológicas bastante prospectivas para o petróleo ou gás.

Apesar de pouco conhecida ainda sob ponto de vista de prospecção, acredita-se que o sistema petrolífero da Bacia de Moçambique esteja aparentemente relacionado com os campos de gás de Pande, Temane e Inhassoro. É também lá onde se encontram os sistemas de Funhalouro-Mazenga. É ainda na parte norte desta Bacia Sedimentar de Moçambique onde está localizado o bloco de Buzi, na província de Sofala. Nesta área, a ENH, em parceria com a companhia indonésia Buzi Hydrocarbons PTE Limitada (BHPL), está a realizar, desde finais de Agosto, testes necessários para confirmar a viabilidade comercial de uma descoberta recentemente realizada.

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