O sector petrolífero angolano prepara-se para acolher, a 28 de Novembro deste ano, a primeira edição do PetroFest by Petro Women Talk, uma iniciativa que pretende reunir cerca de mil participantes, entre empresários, profissionais da indústria, estudantes, jovens talentos, empreendedores, investidores e representantes de empresas nacionais e internacionais.
O evento, que acontece em Talatona, em Luanda, surge com o propósito de criar uma plataforma de conexão entre os diferentes actores da cadeia de valor da energia, promovendo a partilha de conhecimento, a apresentação de soluções inovadoras e a identificação de oportunidades de negócio.
A fundadora & host do Petro Women Talk e coordenadora-geral do PetroFest, Teresa Augusto, explica que a iniciativa nasce da necessidade de aproximar a indústria petrolífera das novas gerações, criando oportunidades de exposição de talentos e de contacto directo entre profissionais, empresas e jovens empreendedores.
Segundo a responsável, a experiência acumulada através do Petro Women Talk permitiu identificar a necessidade de desenvolver formatos alternativos aos modelos tradicionais de conferências, capazes de estimular maior interacção entre os participantes.
“Mais do que um evento, queremos que o PetroFest seja o início de um movimento que possa crescer em Angola e, futuramente, ganhar uma dimensão regional e internacional”, afirmou.
Conteúdo local e inovação no centro da iniciativa
Sob o lema de “Celebrar o Presente, Conectar Pessoas e Construir o Futuro da Energiaˮ, o PetroFest assenta em quatro pilares fundamentais: inovação, tecnologia, conteúdo local e valorização do capital humano.
Para Teresa Augusto, o sector de petróleo e gás não deve ser visto apenas numa perspectiva de operações e produção, mas também como um espaço de desenvolvimento de competências, empreendedorismo, criatividade e criação de soluções nacionais.
Neste sentido, a organização pretende dar visibilidade às empresas angolanas, aos profissionais do país e às tecnologias desenvolvidas localmente, promovendo a participação activa dos agentes nacionais na transformação da indústria energética.

A coordenadora-geral do PetroFest considera que o acompanhamento das mudanças tecnológicas é determinante para o futuro do sector, defendendo a criação de condições para a introdução de novas tecnologias, modelos de negócio e competências que permitam responder aos desafios da indústria.
O festival pretende, assim, funcionar como uma plataforma de apresentação de projectos e soluções desenvolvidos em Angola, aproximando os seus promotores de potenciais parceiros e investidores.
Jovens talentos ganham espaço no sector energético
A participação da juventude constitui outro dos eixos centrais do PetroFest. A organização pretende colocar estudantes, recém-formados, jovens profissionais e empreendedores em contacto directo com empresas e líderes da indústria petrolífera.
“Entre os momentos previstos está uma componente de apresentação de projectos, através da qual os jovens poderão expor ideias e soluções para desafios do sector energético, perante empresários, investidores e potenciais parceirosˮ, sublinhou.
Teresa Augusto considera que a falta de acesso, exposição e oportunidades constitui um dos obstáculos enfrentados por muitos jovens talentos, razão pela qual o festival procura estabelecer uma ponte entre as competências disponíveis e as necessidades do mercado.

“Porque muitas vezes o talento existe. O que falta é acesso, exposição e oportunidade. E é precisamente essa ponte que queremos ajudar a construir”, sublinhou.
A valorização do capital humano angolano surge igualmente como uma prioridade da iniciativa.
Para a responsável, o desenvolvimento sustentável da indústria depende da existência de profissionais qualificados e da capacidade de criar oportunidades para que os quadros nacionais assumam funções de maior responsabilidade, dentro e fora do país.
Debates, exposição empresarial e oportunidades de negócio
A programação do primeiro PetroFest deverá incluir debates e conversas com líderes do sector, espaços dedicados ao conteúdo local, à inovação e à tecnologia, actividades de networking, exposição de empresas e um momento de apresentaçao de projectos, denominado Petro Emerging Minds.
O programa contempla igualmente uma componente de pitch, destinada à apresentação de projectos desenvolvidos por jovens talentos, bem como actividades culturais e experienciais, numa abordagem que procura distinguir o festival das conferências convencionais.
A intenção da organização é proporcionar, num único dia, um ambiente de aprendizagem, partilha de experiências, descoberta de oportunidades e estabelecimento de parcerias comerciais.
“O envolvimento do sector empresarial é considerado essencial para alcançar estes objectivos. A organização está a trabalhar para reunir operadores, empresas de serviços, empresários, investidores e outros parceiros nacionais e internacionais ligados à cadeia de valor da energiaˮ, reforçou.
De acordo com Teresa Augusto, a participação empresarial deverá ir além do patrocínio e da exposição de marcas, procurando envolver as empresas nas discussões sobre o futuro da indústria e na identificação de oportunidades para a nova geração.
A expectativa é que o encontro favoreça a aproximação entre talento, capital, conhecimento e oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento de novas iniciativas e parcerias no sector. Uma plataforma com ambição regional e internacional
Embora a primeira edição esteja centrada em Angola, a organização ambiciona transformar o PetroFest numa referência para o sector energético, com capacidade para alcançar outros mercados africanos e, futuramente, uma dimensão internacional.
A iniciativa pretende combinar a celebração dos avanços já alcançados pela indústria com a reflexão sobre os desafios e as oportunidades dos próximos anos, num contexto em que a inovação, a tecnologia e a qualificação profissional assumem importância crescente.
A coordenadora-geral do PetroFest do PetroFest reforça que o evento representa o início de uma plataforma de encontro entre pessoas, empresas, ideias e oportunidades, com a ambição de contribuir para uma indústria mais conectada e aberta à participação das novas gerações.
A primeira edição do PetroFest, agendada para 28 de Novembro, em Talatona, deverá marcar o arranque desta iniciativa, que procura associar o desenvolvimento do sector petrolífero à promoção do talento angolano, do conteúdo local e da criação de valor na economia nacional.





