O primeiro-ministro de Timor-Leste, Kay Rala Xanana Gusmão, defendeu esta Segunda-feira, 24, a necessidade de uma actuação coordenada diante das ameaças cibernéticas e geopolíticas que exigem inovação e eficácia por parte dos líderes e responsáveis pela segurança nacional.
Kay Rala Xanana Gusmão falava na abertura da reunião do Fórum dos Serviços de Informação e de Inteligência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre na cidade de Díli entre os dias 24 e 26 de Março de 2025, com o tema “A Cooperação em Inteligência e Segurança na CPLP: Desafios e Oportunidades num Mundo em Transformação”.
Este evento, segundo uma nota a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, é realizado à margem da Presidência de Timor-Leste ao referido Fórum, que reúne representantes dos diversos países membros da CPLP e da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), destacando a importância da cooperação internacional na área da segurança e inteligência.
“A informação fidedigna, clara e consistente nunca foi tão importante como o é actualmente”, sublinhou, enfatizando o impacto negativo da desinformação e a crescente interligação entre os sistemas económicos, políticos e sociais.
Neste contexto, disse o chefe do Governo, a parceria entre a CPLP e a ASEAN pode constituir um vetor essencial para responder aos desafios da segurança internacional, nomeadamente no combate ao crime organizado transnacional, ao terrorismo e às novas ameaças digitais.
Já o director-geral do Serviço Nacional de Inteligência (SNI), Longuinhos Monteiro, ressaltou a relevância do fórum, que marca um momento único, com “a reunião de duas poderosas comunidades de inteligência, num fórum que reflecte a relevância geopolítica de Timor-Leste e a sua crescente responsabilidade na segurança regional e global”.
Timor-Leste, prosseguiu, aproveita esta oportunidade da presidência do Fórum para actuar como elo de ligação entre a CPLP e a ASEAN, permitindo uma abordagem mais integrada e eficaz aos desafios contemporâneos”, destacou.
Longuinhos Monteiro fez saber que Timor-Leste representa hoje, colectivamente, 19 países de vários continentes, reafirmando o compromisso colectivo com a segurança, a estabilidade e o progresso global.
Relativamente à segurança cibernética, o diretor-geral do SNI defendeu a necessidade de uma resposta colectiva baseada na partilha de informações, na capacitação conjunta e na definição de protocolos comuns, destacando que a interconexão crescente entre os países da CPLP possibilita a construção de uma rede de inteligência integrada, permitindo reforçar a capacidade colectiva de enfrentar ameaças comuns.