PR angolano diz que conflito no Médio Oriente prova que o país fez bem em sair da OPEP

O Presidente angolano, João Lourenço, disse nesta Quarta-feira que o conflito no Médio Oriente veio provar que Angola tomou as decisões certas ao sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e ao retomar as obras da refinaria do Lobito. João Lourenço respondia a questões dos jornalistas na Sala dos Tratados do Palácio Presidencial…
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João Lourenço respondia a questões dos jornalistas na Sala dos Tratados do Palácio Presidencial em Luanda, após receber o seu homólogo gabonês, Brice Clotaire Oligui Nguema, que iniciou uma visita de Estado de dois dias a Angola.
Economia

O Presidente angolano, João Lourenço, disse nesta Quarta-feira que o conflito no Médio Oriente veio provar que Angola tomou as decisões certas ao sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e ao retomar as obras da refinaria do Lobito.

João Lourenço respondia a questões dos jornalistas na Sala dos Tratados do Palácio Presidencial em Luanda, após receber o seu homólogo gabonês, Brice Clotaire Oligui Nguema, que iniciou uma visita de Estado de dois dias a Angola.

Questionado sobre os efeitos do conflito e o bloqueio no Estreito de Ormuz para os países produtores de petróleo, o chefe do executivo angolano considerou que “só vem confirmar a necessidade de os países produtores produzirem cada vez mais petróleo”.

Embora tenha reconhecido o compromisso de reduzir a emissão de gases poluentes para a atmosfera e passar a consumir menos combustíveis fósseis, afirmou que este processo “vai levar tempo” e o petróleo vai continuar a ser a principal fonte de energia para todos os países.

“O conflito só veio comprovar que estávamos certos quando tomámos a decisão unilateral de nos retirarmos da OPEP, coisa que outros países vêm fazendo. Precisamos de aumentar a oferta de petróleo no mercado — única forma de fazer baixar os preços do crude”, disse.

Acrescentou ainda que o conflito veio também provar que estava certa a decisão de retomar as obras da refinaria do Lobito.

“Foi uma medida acertada, que só peca pelo facto de ainda não termos a refinaria pronta, porque a procura do crude é grande, mas a procura de refinados também é muito grande, há escassez e sabemos a que nível estão os preços, quer do crude quer do petróleo”, notou, citado pela Lusa.

 

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