O Presidente de Angola e da União Africana, João Lourenço, defendeu ser essencial que os políticos, governantes e às sociedades africanas, de uma maneira geral, escutem as vozes das mulheres e dos jovens, que têm muito a transmitir a respeito dos conflitos e do seu papel na busca de soluções.
Para João Lourenço, a participação activa de mulheres e jovens é determinante pela sua grande sensibilidade para as consequências dos conflitos, por serem geralmente as principais vítimas dos mesmos.
O estadista angolano dirigiu uma mensagem, em vídeo, na abertura da 1329.ª Reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, dedicada ao 31 de Janeiro, Dia da Paz e Reconciliação em África.
João Lourenço realçou que o continente dispõe do Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e não Violência em África, também conhecida como Bienal de Luanda que terá a sua quarta edição em Outubro.
“Esperamos poder contar com uma participação activa dos segmentos da população antes referidos, por terem uma função central na contribuição que podem prestar à resolução pacífica dos diferendos com que o nosso continente ainda se debate”, realçou.
O Presidente angolano considerou ainda o Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e não Violência em África um espaço onde os jovens podem expressar as suas aspirações, onde as mulheres podem partilhar as suas experiências de mediação e reconstrução e as sociedades podem aprender a transformar as diferenças em mecanismos propulsores do entendimento, da concórdia, da democracia, da paz e do desenvolvimento.





