PR da Zâmbia garante arranque das obras no âmbito do corredor do Lobito este ano

O presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, disse há dais que a construção da linha de ferro desde a região mineira até ao porto de Lobito, em Angola, vai começar ainda este ano. "As obras começam este ano", disse o chefe de Estado aos jornalistas, à margem de uma conferência e no seguimento de uma reunião…
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Hichilema afirmou que "tem sido um processo lento, admito, mas vamos deixar de lado as grandes conferências, as palestras e os seminários, agora todos temos clareza para garantir que vamos implementar o projecto".
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O presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, disse há dais que a construção da linha de ferro desde a região mineira até ao porto de Lobito, em Angola, vai começar ainda este ano.

“As obras começam este ano”, disse o chefe de Estado aos jornalistas, à margem de uma conferência e no seguimento de uma reunião com a instituição financeira multilateral Corporação Financeira Africana, que é a principal promotora do projecto.

Hichilema afirmou que “tem sido um processo lento, admito, mas vamos deixar de lado as grandes conferências, as palestras e os seminários, agora todos temos clareza para garantir que vamos implementar o projecto”.

O eixo ferroviário e económico conhecido como Corredor do Lobito tem duas componentes principais: a remodelação de uma linha ferroviária existente, que liga o porto ao sul da República Democrática do Congo, e um plano maior e mais dispendioso para construir uma ferrovia de 800 quilómetros que se estende desde a fronteira com Angola até ao noroeste da Zâmbia, sendo que só esta parte pode custar até quase 4 mil milhões de euros.

Atualmente, os comboios já circulam no lado angolano, desde o Lobito até à fronteira com a República Democrática do Congo, mas ainda de forma irregular e espaçada devido ao mau estado da linha, com descarrilamentos frequentes, incluindo um a 08 de Fevereiro que interrompeu o tráfego.

Os EUA e a União Europeia, diz a Lusa, consideram o projecto ferroviário de Lobito uma iniciativa emblemática para combater a crescente influência da China em África, ao mesmo tempo que garantem o acesso a metais essenciais para as baterias de veículos eléctricos, bem como para as indústrias de defesa e aeroespacial, incluindo cobre e cobalto.

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