O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, apelou nesta Terça-feira ao Estado para pagar as contribuições estatutárias à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), cuja dívida classificou como uma “irregularidade grave”.
“Essa é uma questão com que Cabo Verde está confrontado e desde que assumi a Presidência da República tenho insistido na necessidade” de regularização, referiu à margem de uma conferência de imprensa.
“Os cabo-verdianos já pagam essa taxa e trata-se de uma receita consignada, que não pode ser desviada, não pode ter outra aplicação: aqui é uma irregularidade grave”, disse.
Ao Estado de Cabo Verde cabe “o esforço de fazer essa transferência e de sanar essa irregularidade grave que ainda existe”, acrescentou Neves, ao ser questionado a propósito de mais um aniversário da criação da CEDEAO, em 1975.
Em Janeiro de 2021, diz a Lusa, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva (do MpD – Movimento pela Democracia), justificou a perda da corrida à presidência da CEDEAO, em 2017, com um “calote” à instituição que disse ter sido herdado do Governo anterior, que era liderado precisamente por José Maria Neves (do PAICV – Partido Africano da Independência de Cabo Verde).





