O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu esta Quinta-feira, 15, que o país precisa diversificar as fontes de arrecadação de receitas e aumentar a entrada de divisas no território nacional.
De acordo com o chefe de Estado, o país tem assistido a um conjunto de construção de infra-estruturas de investimento público, ao abrigo da linha de financiamento da China.
Angola, segundo considerou, não pode crescer apenas com investimento público, sendo que precisa, necessariamente, do investimento privado, em praticamente todos os domínios da sua economia.
“Começamos também a construir o caminho para diversificar e aumentar os produtos de exportação. Não estamos satisfeitos com o facto de Angola exportar quase que exclusivamente o crude, ainda por cima na sua forma bruta. Não estamos a exportar refinados do petróleo, mas sim o petróleo bruto, coisa que também vai mudar muito em breve, na sequência da visita que eu efectuei há dias, no Lobito. Quando tivermos a Refinaria de Lobito, este quadro talvez mude”, garantiu João Lourenço, no final da inauguração da fábrica de alumínio da província do Bengo.
Segundo o chefe de Estado, a estratégia nacional de exportação está centrada no incentivo aos investidores privados para produzirem cada vez mais bens que não se destinem apenas ao consumo interno, mas que tenham igualmente aceitação nos mercados internacionais.
“Angola precisa transformar uma parte significativa das matérias-primas extraídas no país, bem como das importadas, acrescentando-lhes valor no território nacional, de modo a gerar impacto directo na criação de empregos e no aumento das exportações”, ressaltou.
João Lourenço destacou ainda o baixo custo da energia eléctrica como um incentivo relevante ao investimento industrial, sublinhando que os preços praticados em Angola se situam muito abaixo dos valores cobrados a nível internacional.
Acrescentou ainda que o país dispõe actualmente de um excedente de produção de energia, que impõe o aumento do consumo industrial.
Por outro lado, apelou à actuação concertada dos poderes Executivo, Legislativo e Judicial no combate à vandalização de bens públicos, em especial das infra-estruturas de transporte de energia de alta, média e baixa tensão.
O Presidente da República defendeu igualmente o envolvimento de toda a sociedade na denúncia dos infractores que vandalizam bens públicos, prática considerada actualmente como criminosa.





