Preconceito mantém mulher angolana “invisível” na tomada de decisão

O painel “Mulheres no Centro da Inovação, Sustentabilidade e Desenvolvimento”, integrado no Women in Politics Conference 2026, que decorreu este Sábado 21, em Luanda, arrancou com uma análise profunda sobre a elevada invisibilidade da mulher na responsabilidade, na liderança e na tomada de decisão. Focada numa abordagem objectiva, a directora do Instituto Nacional de Qualificações…
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Ao no segundo painel do Women in Politics Conference 2026, a directora do Instituto Nacional de Qualificações de Angola, Edgarda Neto, ressaltou que liderança impele inovação, quebrar estigmas, estereótipos e preconceitos.
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O painel “Mulheres no Centro da Inovação, Sustentabilidade e Desenvolvimento”, integrado no Women in Politics Conference 2026, que decorreu este Sábado 21, em Luanda, arrancou com uma análise profunda sobre a elevada invisibilidade da mulher na responsabilidade, na liderança e na tomada de decisão.

Focada numa abordagem objectiva, a directora do Instituto Nacional de Qualificações de Angola, Edgarda Neto, ressaltou que liderança impele inovação, quebrar estigmas, estereótipos e preconceitos.

“Hoje falamos de competência. Ela agrega conhecimento, saber fazer e saber estar. Nós precisamos não só de competências técnicas, tecnológicas, entre outras, mas também estamos a falar das competências verdes e azuis. A competência essencial agregadora para liderança, parte também da componente comportamental”, salientou.

Para a administradora na Agência Nacional de Recursos Minerais, Djanira Santos, hoje, as mulheres estão preocupadas com a formação e capacitação, a fim de estarem alinhadas com a necessidade do país, que é quadros qualificados.

A engenheira entende que “a raiz do problema da existência da mulher em todas as áreas d negócios é ainda uma coisa que precisamos estudar com mais profundidade, acho que estamos a estudar de forma superficial”

“Temos mulheres a serem formadas constantemente pelas universidades em vários sectores. Qual é a razão de tanto défice de emprego no país? as mulheres têm um papel preponderante, desde a educação até à formação de quadros”, sublinhou.

Olhando para o sector financeiro, a administradora executiva do Banco de Fomento Angola (BFA), Francisca Costa, elencou que África a mulher representa perto de 51% do total da população, mas apenas 24% têm uma conta bancária e 59% das mulheres não têm qualquer contacto formal com o sector.

“Estão completamente excluídas do sector financeiro, operam na informalidade. São mulheres empreendedoras que têm os seus negócios que geram os seus rendimentos de forma recorrente”, disse.

Neste contexto, de acordo com Francisca Costa, o tema da inclusão financeira acaba por ser um dos grandes desafios, onde o sistema de inovação podem aportar valor.

“Tem existido alguma evolução a nível dos processos de inclusão financeira fora do sector bancário em Angola através das carteiras digitais, é um dos aspectos de inovação que é crítico para o desenvolvimento do sector financeiro como um todo, mas ainda não é suficiente. É necessário garantir acesso”, acrescentou.

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