O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, General Horta Inta-a, anunciou esta Terça-feira uma remodelação governamental que afecta vários ministérios estratégicos do Executivo, numa decisão apresentada como necessária para “reforçar a acção do Governo” perante o actual contexto interno e internacional.
As alterações foram oficializadas através do Decreto Presidencial n.º 13/2026, na sequência de uma proposta submetida pelo primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té.
Segundo o documento presidencial, a remodelação surge num momento considerado “difícil e muito exigente” para o país, reflectindo a necessidade de reajustar o funcionamento do Executivo num contexto marcado por desafios políticos, económicos e institucionais.
Entre os responsáveis exonerados estão João Bernardo Vieira, que liderava o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades; Carlos Pinto Pereira, até agora titular da pasta da Justiça e dos Direitos Humanos; Idrissa Embaló, ministro do Ambiente e Acção Climática; e Fatumata Jau, que exercia funções como secretária de Estado da Cooperação Internacional.
Apesar das exonerações, a remodelação traduz sobretudo uma redistribuição de funções no interior do próprio Executivo. Fatumata Jau foi promovida ao cargo de Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades, assumindo uma das pastas politicamente mais sensíveis do Governo, numa fase em que a Guiné-Bissau procura reforçar a sua presença diplomática e consolidar relações com parceiros internacionais. Já João Bernardo Vieira transita para o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, enquanto Carlos Pinto Pereira passa a dirigir o Ministério do Ambiente e Acção Climática.
O decreto presidencial inclui ainda a nomeação de Justino Vieira para o cargo de Secretário de Estado do Tesouro.
As novas disposições entram imediatamente em vigor, segundo o documento divulgado esta terça-feira.
A remodelação acontece num período particularmente sensível para a Guiné-Bissau, país que continua a enfrentar desafios recorrentes ao nível da estabilidade política, funcionamento institucional e consolidação governativa.
Ainda que as alterações não representem uma mudança profunda da estrutura do Executivo, a reorganização evidencia uma tentativa de reforçar a coordenação política e administrativa do Governo de Transição.





