A produção de açúcar na Açucareira de Mafambisse, localizada na província de Sofala, registou uma queda significativa nos últimos dois anos, passando de 75 mil para 40 mil toneladas anuais. Esta quebra deve-se aos impactos das intempéries e das alterações climáticas, anunciou Pascoal Macule, diretor do grupo Tongaat Hulett, que detém a açucareira.
A perda de cerca de 8.000 hectares de cana-de-açúcar, especialmente em Nhamatanda, devido à seca provocada pelo fenómeno El Niño, foi um dos fatores críticos para esta redução. Além disso, as condições climáticas adversas que têm afetado Moçambique, incluindo ciclones e cheias, têm contribuído para o declínio da produção.
Apesar da situação difícil, a Açucareira de Mafambisse está a implementar estratégias para recuperar, incluindo a procura de novos parceiros financeiros e a expansão dos seus mercados de exportação para países como o Maláui. Recentemente, o grupo Tongaat Hulett anunciou um investimento de 500 milhões de rands (25 milhões de euros) nas açucareiras de Mafambisse e Xinavane para revitalizar a produção e enfrentar os desafios do mercado.
De acordo com a Lusa, Moçambique é um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, enfrentando ciclos de desastres naturais que têm causado perdas significativas, tanto humanas quanto económicas. A província de Sofala, onde se localiza a Açucareira de Mafambisse, tem sido uma das mais afetadas por estas condições extremas.





