Produtores angolanos preveem atingir produção de mil toneladas de abacate em 2026

Os produtores angolanos preveem atingir um volume de produção de mil toneladas de abacate na variedade Hass (uma das mais conhecidas e consumidas no mundo) até 2026, avançou esta Quarta-feira, 26, em Luanda, Dulce de Oliveira, membro do cluster de abacate do Huambo. De acordo com a representante dos pequenos e grandes produtores de cluster…
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“Este volume é para uma produção anual que para o mercado global é relactivamente zero, mas a expectativa é atingirmos mil toneladas em 2026”, diz membro do cluster de abacate do Huambo, Dulce Oliveira.
Economia Negócios

Os produtores angolanos preveem atingir um volume de produção de mil toneladas de abacate na variedade Hass (uma das mais conhecidas e consumidas no mundo) até 2026, avançou esta Quarta-feira, 26, em Luanda, Dulce de Oliveira, membro do cluster de abacate do Huambo.

De acordo com a representante dos pequenos e grandes produtores de cluster do abacate, que falava durante a 2ª edição da AAPAbacate, este volume é para uma produção anual que para o mercado global, é relactivamente zero.

“Para produção actual, relembramos a indústria do abacate em Angola é relactivamente nova, a maior parte das árvores só entram em idade produtiva este ano e tem em média três a quatro anos de amadurecimento”, referiu.

Entretanto, Dulce realçou que como tal não existia ainda uma produção comercial das variedades exportáveis, sendo que este ano vai ser a primeira colheita e que todos juntos irão conseguir de certa forma atingir mil toneladas ao ano.

“Existem sete fazendas, que representam uma área total de mais de 600 hectares, com árvores plantadas e algumas delas preparadas para começar a exportar para o mercado europeu”, perspectivou a membro do cluster.

Os produtores, segundo a representante do cluster, estão neste momento com capacidade ou potencial para exportar para três países diferentes, nomeadamente Holanda, Estados Unidos da América e África do Sul.

Por sua vez, o membro da direcção da Associação Agropecuária de Angola (AAPA), Cris Masters, disse que o país já tem a “janela” de produção.

“A Europa tem poucos abacates, é uma mega oportunidade. Temos todo alinhamento, seja nos países baixos em fase de desenvolver coisas no âmbito do cluster, seja também com players comerciais na Europa que nos vão comprar todo abacate que a gente tem”, sublinhou.

Entretanto, o membro da AAPA perspectivou que quanto mais produzirem, mais os europeus vão comprar, mas para isso, têm que produzir com qualidade, com sustentabilidade, apostar na comunicação e no posicionamento de Angola como uma nova origem de excelência no abacate.

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