PRS 2026: BCI premiado por investir no capital humano angolano

O Banco de Comércio e Indústria (BCI) foi distinguido, esta Sexta-feira, 24, com o Prémio Forbes Responsabilidade Social 2026, na categoria Sector Financeiro, destacando-se pela sua aposta em soluções estruturadas para reduzir desigualdades no acesso ao ensino superior em Angola. A instituição superou, na mesma categoria, a Fundação BFA e o Standard Bank Angola. A…
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Num país onde o acesso ao ensino superior ainda é desigual, o BCI destacou-se ao transformar inclusão educacional em estratégia de impacto social. A aposta no financiamento e acompanhamento de estudantes universitários colocou o banco no topo da responsabilidade social no sector financeiro.
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O Banco de Comércio e Indústria (BCI) foi distinguido, esta Sexta-feira, 24, com o Prémio Forbes Responsabilidade Social 2026, na categoria Sector Financeiro, destacando-se pela sua aposta em soluções estruturadas para reduzir desigualdades no acesso ao ensino superior em Angola.

A instituição superou, na mesma categoria, a Fundação BFA e o Standard Bank Angola. A distinção reconhece o Programa de Bolsas de Estudo de Excelência do BCI, uma iniciativa concebida para mitigar um dos principais constrangimentos ao desenvolvimento do capital humano no país: as barreiras socioeconómicas que limitam o acesso de jovens talentosos ao ensino universitário, particularmente em áreas críticas como saúde, justiça, economia e agricultura.

Mais do que apoio financeiro, o modelo adoptado pelo banco assenta numa lógica de acompanhamento contínuo, com proximidade aos bolseiros e monitorização do seu desempenho académico, procurando reduzir taxas de desistência e assegurar resultados concretos, um factor diferenciador num ecossistema onde muitos programas carecem de mecanismos de seguimento eficazes.

O prémio foi entregue pelo Presidente do Conselho de Administração da Etu Energias, sublinhando o reconhecimento transversal da iniciativa no contexto empresarial nacional.

Com uma trajectória de 34 anos, o BCI posiciona-se como um banco de retalho com forte vocação institucional, orientado para o financiamento do agronegócio e da economia familiar. Este enfoque traduz-se numa estratégia que privilegia a inclusão financeira e o apoio às pequenas e médias empresas, produtores rurais e famílias, alinhando-se com os objectivos mais amplos de diversificação económica do país.

Fundado a 11 de Julho de 1991, ao abrigo do Decreto n.º 08-A/91, o banco protagonizou, em Dezembro de 2021, um marco no sistema financeiro angolano ao tornar-se a primeira instituição bancária privatizada através da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), processo concluído em Abril de 2022.

A distinção feita pela Forbes África Lusófona reforça a tendência de crescente responsabilização social do sector financeiro, num contexto em que o investimento em capital humano se afirma como um dos pilares críticos para o crescimento sustentável de Angola.

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