Quatro países da sub-região africana e músicos de renome internacional como Aicha Koné, da Costa do Marfim, e Viviane Chidid, do Senegal, vão participar este ano no Carnaval da Guiné-Bissau, de acordo com uma fonte da organização.
Segundo Leonardo Cardoso, presidente da comissão organizadora do Carnaval, que arrancou na passada Sexta, 17, e se estende até a próxima Terça-feira, 21, as comunidades emigradas da Costa do Marfim, Guiné-Conacri, Nigéria e Senegal vão participar nos desfiles que terão lugar durante a semana do Carnaval.
O corso carnavalesco poderá ser acompanhado ao longo da avenida João Bernardo ‘Nino’ Vieira, que vai do aeroporto até à zona da Mãe de Água, junto ao mercado do Bandim, em Bissau. Os desfiles deverão partir da entrada da zona da residência da cooperação portuguesa, no bairro de Ajuda, para culminar em frente a um palco montado no liceu João XXIII.
Ao longo deste trajecto vão desfilar, durante dois dias, 18 grupos carnavalescos, sete de Bissau, outros tantos do interior da Guiné-Bissau e quatro dos países africanos convidados.
“Cada grupo irá demonstrar o que existe de melhor em termos culturais da sua zona de origem”, disse Leonardo Cardoso, falando das regiões da Guiné-Bissau. O presidente da comissão organizadora afirmou que o Carnaval deste ano tem como lema “O reforço da coesão nacional e da integração regional”, garantindo que os grupos irão demonstrar nas suas exibições.
O responsável explicou ainda que o convite aos países africanos vai ao encontro do lema que é aproveitar a maior festa popular da Guiné-Bissau para reforçar a integração do país no espaço sub-regional.
“Nós precisamos dar um novo rosto ao Carnaval, convidar pessoas da sub-região e felizmente conseguimos. Não foi possível trazer mais país, mas neste momento contamos com quatro e para um início já é muito bom”, salientou Leonardo Cardoso à Lusa.
Angola e Cabo Verde só não foram convidados por terem comunidades reduzidas na Guiné-Bissau, justificou o presidente da comissão organizadora do Carnaval guineense.





