Reformas na Guiné-Bissau têm de continuar mesmo com eleições

O Fundo Monetário Internacional avisou, no anúncio da aprovação da primeira revisão do programa de ajustamento, que "é crítico continuar com a ambiciosa agenda de reformas, especialmente no contexto das eleições legislativas" na Guiné-Bissau. "É crítico continuar com a ambiciosa agenda de reformas estruturais, especialmente no contexto das futuras eleições parlamentares, para colher na totalidade…
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O FMI alerta ser crítico continuar com a agenda de reformas estruturais, no contexto das futuras eleições parlamentares, para colher o efeito catalisador do programa de financiamento ampliado.
Economia

O Fundo Monetário Internacional avisou, no anúncio da aprovação da primeira revisão do programa de ajustamento, que “é crítico continuar com a ambiciosa agenda de reformas, especialmente no contexto das eleições legislativas” na Guiné-Bissau.

“É crítico continuar com a ambiciosa agenda de reformas estruturais, especialmente no contexto das futuras eleições parlamentares, para colher na totalidade o efeito catalisador do programa de financiamento ampliado”, lê-se numa nota divulgada recentemente, já depois de o Governo guineense ter anunciado a aprovação, pelo conselho de administração do FMI, da primeira revisão do programa de ajustamento.

Segundo o FMI, “o desempenho do programa foi satisfatório com todos menos um dos indicadores de desempenho quantitativos a serem cumpridos até Janeiro, e todas as medidas estruturais até finais de março a serem também cumpridas”.

No comunicado de imprensa, citado pela Lusa, o Fundo dá conta da aprovação e do consequente desembolso de cerca de 3,2 milhões de dólares (2,9 milhões de euros), do total de 38,4 milhões de dólares (35,2 milhões de euros) neste programa de ajustamento financeiro de 36 meses, que termina em janeiro de 2026.

“Isto reflecte a capacidade das autoridades para manter a estabilidade macroeconómica num ambiente externo muito difícil, marcado pelos impactos da guerra na Ucrânia e pelas condições mais negativas das finanças globais, incluindo no mercado regional de capitais da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA)”, aponta o Fundo.

Na nota, o FMI coloca o crescimento do ano passado em 3,5% e a inflação nos 7,9%, devido aos choques externos e à descida nas exportações de castanha de caju, factores negativos que foram parcialmente compensados “pelo aumento da produção agrícola, projetos de infraestruturas e relativa estabilidade política”.

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