RIL de Cabo Verde sobem para 1,16 mil milhões de euros no primeiro trimestre

O Banco de Cabo Verde (BCV) registou uma evolução positiva das contas externas no primeiro trimestre de 2026, com as reservas internacionais líquidas do arquipélago a subirem para 1.168,2 milhões de euros, o equivalente a nove meses de importações de bens e serviços. Segundo o mais recente boletim do banco central, o stock de reservas…
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Cabo Verde entrou em 2026 com um reforço das Reservas Internacionais Líquidas, sustentado pelo crescimento do turismo e pela actividade de reexportação nos portos e aeroportos, e que cobrem agora nove meses de importações.
Economia

O Banco de Cabo Verde (BCV) registou uma evolução positiva das contas externas no primeiro trimestre de 2026, com as reservas internacionais líquidas do arquipélago a subirem para 1.168,2 milhões de euros, o equivalente a nove meses de importações de bens e serviços.

Segundo o mais recente boletim do banco central, o stock de reservas aumentou 103,7 milhões de euros até Março, num desempenho sustentado sobretudo pelo crescimento da procura turística externa e pela actividade de reexportação de combustíveis e víveres nos portos e aeroportos nacionais.

“Para o primeiro trimestre de 2026, os indicadores disponíveis apontam para uma evolução favorável das contas externas”, refere o Banco de Cabo Verde.

O desempenho reforça a resiliência externa da economia cabo-verdiana, fortemente dependente do turismo, das remessas e das importações, num contexto internacional ainda marcado por incertezas económicas e pressões inflacionistas.

No plano orçamental, o banco central assinala que as contas públicas registaram um superavit de 12,6 milhões de euros no primeiro trimestre, abaixo dos 22,7 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado.

O boletim destaca igualmente uma contracção do crédito à economia e do crédito líquido ao sector público administrativo nos primeiros três meses do ano.

De acordo com o BCV, o abrandamento do crédito estará relacionado com a desaceleração da actividade económica, o aumento ligeiro das taxas de juro e critérios mais restritivos na aprovação de empréstimos.

Já no caso do sector público, a redução do crédito reflecte a diminuição do stock de bilhetes e obrigações do Tesouro, bem como o aumento dos depósitos do Estado.

Segundo a Lusa, os dados evidenciam um cenário de maior prudência financeira na economia cabo-verdiana, apesar da melhoria dos indicadores externos impulsionados pelo turismo.

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