São Tomé e Príncipe conta com cerca de 15 mil funcionários públicos – Governo

São Tomé e Príncipe tem cerca de 15 mil funcionários públicos, anunciou nesta Terça-feira o Governo do arquipélago, na apresentação final do processo de monitorização que “revelou discrepâncias significativas”, incluindo a não confrontação de dados de mais de quatro mil funcionários. “Pode-se verificar que foi possível, com a confrontação dos dados, concluir-se que em São…
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Ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher diz que foram identificados 411 funcionários “em situação de abandono de serviço e 173 em situação de licença sem vencimento”.
Economia

São Tomé e Príncipe tem cerca de 15 mil funcionários públicos, anunciou nesta Terça-feira o Governo do arquipélago, na apresentação final do processo de monitorização que “revelou discrepâncias significativas”, incluindo a não confrontação de dados de mais de quatro mil funcionários.

“Pode-se verificar que foi possível, com a confrontação dos dados, concluir-se que em São Tomé e Príncipe conta-se com cerca de 14.915 funcionários públicos”, anunciou a ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher, Vera Cravid, que precisou que os dados foram recolhidos até novembro de 2023.

A governante acrescentou que foram identificados 411 funcionários “em situação de abandono de serviço e 173 em situação de licença sem vencimento”.

Durante a apresentação do trabalho foi referido que dos 14.915 funcionários, foi possível confirmar os dados em apenas 13 instituições, sendo que em 17 instituições, a maioria com autonomia financeira, incluindo a Presidência da República, Assembleia Nacional e os Tribunais, o processo de confirmação não foi concluído.

“A impossibilidade de confrontar os dados dos setores com autonomia administrativa e financeira sugere pouca fiabilidade dos dados fornecidos na monitorização, uma vez que cerca de 4002 colaboradores não têm qualquer controlo ou supervisão da Direcção Nacional da Administração Pública”, disse a ministra da Justiça.

Vera Cravid, citado pela Lusa, referiu ainda que a confrontação de dados das 13 instituições “revelou discrepâncias significativas que dificultam a eficiência administrativa e comprometem a organização dos recursos humanos da administração pública”.

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