O Banco Central são-tomense estimou nesta Terça-feira que o crescimento económico do arquipélago fique nos 2,1% em 2025 e atinja 3,9% este ano e em 2027, e avisou que a política monetária continuará restritiva face à inflação “elevada e persistente”.
Segundo o Governador do Banco Central, Agostinho Fernandes, “o crescimento económico manteve-se modesto” e para 2025, “estima-se um crescimento real do PIB [Produto Interno Bruto) de 2,1%, superior ao registado em 2024, mas aquém das expectativas formuladas no início de 2025”.
“Uma recuperação real, mas frágil, ainda insuficientemente consolidada”, sublinhou. Agostinho Fernandes avançou que se estima, em articulação com as políticas governamentais, “um crescimento do PIB real de cerca de 3,9% em 2026 e 2027, contrastando com a média registada nos últimos anos”, e no médio prazo”, perspectiva-se um crescimento médio anual em torno de 3,0%.”
“Estas projecções permanecem sujeitas a riscos relevantes, nomeadamente choques geopolíticos com impacto nos preços globais, limitações estruturais nos domínios da energia e das infra-estruturas, riscos climáticos crescentes e riscos fiscais num contexto de rigor orçamental e ciclo eleitoral”, alertou.
O Governador do Banco Central são-tomense referiu ainda que “a inflação permanece elevada e persistente”, e “para 2025, estima-se que se situe em torno de 12%”, o que “impõe ao Banco Central uma actuação firme, prudente e responsável”.
“Enquanto a inflação não estiver firmemente controlada, o Banco Central manterá uma orientação prudente e restritiva da política monetária, mesmo quando tal exija decisões difíceis”, declarou.
Segundo Fernandes, a “ambição estratégica” do Banco central mantém-se inalterada, no sentido de “alcançar, no médio prazo, uma inflação próxima de 5%, convergente com a inflação da área do euro”, o que “exige disciplina macroeconómica, coordenação eficaz entre políticas monetária e fiscal e a intensificação de reformas estruturais”.
O Governador Banco Central, diz a Lusa, apontou também “progressos relevantes” do lado fiscal, referindo que “em 2024, registou-se, pela primeira vez em várias décadas, um saldo primário nulo, projectando-se para 2025 um ‘superavit’ primário de cerca de 0,5% do PIB”.





