O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP), Zacarias da Costa, disse recentemente acreditar que brevemente haverá “boas notícias” sobre o país que substituirá Angola na presidência rotativa da organização em 2023.
O secretário-executivo da CPLP realçou que o interesse de assumir a Presidência da organização em 2023 “é uma decisão interna de São Tomé e Príncipe”, assegurando que será respeitada a decisão do país.
“Esta é uma decisão que é da competência exclusiva dos chefes de Estado e do Governo, naturalmente, se São Tomé decidir, e está no seu direito. Mas também aguardamos que isto seja feito pelo respeito, naturalmente, pelas instituições deste país”, afirmou Zacarias Costa.
Em entrevista à Lusa, no mês passado, o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova destacou que a presidência da CPLP é uma missão “de envergadura, de amplitude”, que implica “coordenar os destinos de vários países congregados numa comunidade”.
“Neste momento, as condições internas do meu país não o permitem”, considerou, ressalvando que os restantes países-membros da CPLP já garantiram que iriam prestar “colaboração total”.
Questionado pela agência Lusa sobre as declarações do Presidente são-tomense que afirmou no mês passado que o país “ainda não decidiu” se vai assumir a presidência rotativa da CPLP, por não ter “neste momento, condições internas” que permitem assumir a missão, Zacarias da Costa avançou que a decisão será anunciada “a breve trecho”.
“O secretariado só tem de aguardar pela decisão de um país [São Tomé e Príncipe] que é soberano, um país que é membro fundador e de pleno direito de uma organização como a CPLP. Eu acredito que a breve trecho teremos boas notícias”, disse Zacarias da Costa, no final de um encontro com o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus.
A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.





