O secretário de Estado da Economia Digital de Cabo Verde, Pedro Lopes, afirmou esta Terça-feira, 17, na cidade da Praia, que as empresas são maioritariamente privadas e o sector empresarial privado emprega cerca de 93 mil pessoas, ou seja, gera 47% do emprego, realiza cerca de 75% do investimento, é o maior importador e o maior pagador de impostos.
“A economia de Cabo Verde cresce com a expansão do sector. Hoje, asseguramos o financiamento de cerca de 90% do Orçamento do Estado com recursos internos, o que confere maior autonomia e sustentabilidade orçamental. Esta performance deve-se, em larga escala, ao contributo do sector privado e, em especial, do sector empresarial, através dos impostos que paga”, afirmou Pedro Lopes ao presidir a abertura do Workshop sobre Oportunidades de Financiamento e Promoção do Investimento.
Segundo comunicado do Governo, o governante Lopes referiu que, no sector empresarial cabo-verdiano predominam as microempresas, representando cerca de 82% do universo, mas apenas 31% do emprego e 3% da facturação, defendendo que o seu crescimento é essencial para reforçar o sector empresarial, dinamizar a economia e impulsionar o emprego digno, sublinhando a necessidade de acesso a financiamento adequado, sobretudo para micro e pequenas empresas.
Em Cabo Verde, indicou, o crédito à economia equivale a cerca de 55% do Produto Interno Bruto, enquanto os depósitos de particulares e sociedades não financeiras representam cerca de 84% do PIB.
Secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes garante que o Governo continuará a implementar políticas públicas para o desenvolvimento do sector privado, aprimorando o ecossistema de financiamento da economia e adotando políticas públicas que incentivem e favoreçam o desenvolvimento do sistema financeiro e, consequentemente, o financiamento do sector privado.
“Estamos cientes de que, para o desenvolvimento do sector privado, é necessário um adequado funcionamento do mercado, com o Estado a criar as condições para o seu bom funcionamento, a liderar o desenvolvimento do capital humano e a garantir a resiliência dos sistemas em tempos de crise; uma regulação que confira confiança duradoura, ou seja, um bom ambiente de negócios para o investimento; um sistema fiscal que favoreça o risco e a iniciativa privada e não desincentive o crescimento das empresas; e, sobretudo, mecanismos de financiamento alinhados com a ambição do país e com as necessidades de financiamento do setor privado”, afirmou.
Pedro Lopes sublinhou que o Executivo prosseguirá com a implementação de políticas públicas orientadas para o fortalecimento e desenvolvimento do sector privado, com destaque para uma política fiscal favorável ao crescimento empresarial, o reforço dos incentivos à inovação, ao empreendedorismo e à incubação de empresas, bem como a continuidade das reformas estruturais para fortalecer a base produtiva.
“A agenda inclui ainda a aceleração da transição digital das micro, pequenas e médias empresas, a promoção do investimento privado em sectores estratégicos como a economia azul, a economia digital, a transformação agrícola, o turismo de valor acrescentado e a transição energética, além da reforma administrativa e da digitalização da Administração Pública, e o reforço de parcerias para a criação de competências digitais, com vista a impulsionar o sector privado a ganhar escala e a competir nos mercados internacionais”, indicou.





