O crescimento das vendas do sector privado em Moçambique abrandou em Fevereiro, atingindo o nível mais fraco dos últimos cinco meses, segundo o mais recente relatório PMI do Standard Bank. O enfraquecimento do ritmo de novas encomendas levou as empresas a moderarem a contratação de trabalhadores e a adoptarem uma postura mais cautelosa na expansão das suas operações, apesar de a actividade empresarial continuar, ainda que de forma ténue, em terreno de crescimento.
De acordo com o documento consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, as empresas responderam ao arrefecimento da procura com um abrandamento na criação de postos de trabalho e uma expansão mais contida das aquisições. Ainda assim, os níveis de produção mantiveram-se em crescimento, numa tentativa de reduzir o volume de encomendas em atraso e estabilizar o fluxo operacional.
O estudo indica igualmente que as pressões inflacionárias registaram um abrandamento em Fevereiro, o que contribuiu para moderar o ritmo de aumento dos preços de venda. Apesar disso, o sentimento empresarial deteriorou-se, com os níveis de confiança relativamente à actividade futura a caírem para o valor mais baixo desde Novembro de 2016, um sinal de maior prudência por parte das empresas quanto à trajectória da economia nos próximos meses.
No período em análise, o PMI subiu ligeiramente para 50,2 pontos, depois de ter permanecido no valor neutro de 50,0 em Janeiro. Embora o indicador continue a sinalizar uma melhoria marginal na saúde do sector privado, uma vez que leituras acima de 50 indicam expansão da actividade, a evolução revela um crescimento frágil e dependente da recuperação mais consistente da procura.
O aumento das encomendas incentivou uma expansão da produção, ainda que modesta.
Apesar de as carteiras de encomendas terem aumentado pelo quinto mês consecutivo, o ritmo de expansão foi apenas marginal e o mais fraco desta sequência. As empresas participantes no inquérito apontaram para uma procura ainda robusta por parte dos clientes, mas salientaram que problemas de pagamento e limitações no acesso a meios de produção continuam a restringir um crescimento mais expressivo das vendas.
O aumento das encomendas incentivou uma expansão da produção, ainda que modesta. Ainda assim, representou uma ligeira aceleração face ao início do ano, com a actividade produtiva a registar crescimento nos cinco sectores acompanhados pelo inquérito.
No mercado de trabalho, o número de funcionários voltou a aumentar em Fevereiro, embora a taxa de expansão tenha abrandado pelo segundo mês consecutivo. Paralelamente, as empresas reportaram um crescimento mais lento nas aquisições, sendo o aumento registado o mais fraco na actual sequência de sete meses de expansão.
Apesar do ambiente de crescimento moderado, algumas empresas optaram por reforçar os seus níveis de inventário, conseguindo aumentar os stocks de aquisições como parte de uma estratégia de acumulação preventiva de matérias-primas e insumos.





