Cerca de 774 mil empregos formais foram criados em Angola entre Janeiro de 2023 e Junho de 2026, dos quais aproximadamente 95% tiveram origem no sector privado, um indicador que o Executivo considera demonstrativo do papel crescente das empresas na dinamização da economia e na criação de riqueza.
Os dados foram avançados esta Terça-feira, 21, em Luanda, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante a abertura da 41.ª Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre até 26 de Julho, na Zona Económica Especial (ZEE), sob o lema “Produzir e inovar localmente, vencer globalmente”.
Segundo o governante, os resultados evidenciam que a melhoria das condições para o investimento privado e para a iniciativa empresarial está a produzir efeitos concretos na economia, traduzindo-se em mais oportunidades de emprego e melhores perspectivas para as famílias.
“O desenvolvimento económico só cumpre plenamente a sua missão quando melhora, de forma concreta, a vida dos cidadãos”, afirmou.
Massano defendeu, por isso, o aprofundamento das reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios e a ampliar o acesso ao financiamento produtivo, sobretudo para as pequenas e médias empresas, que classificou como a espinha dorsal da economia nacional.
O ministro salientou igualmente que Angola necessita de produzir mais e melhor, reforçando a qualidade, a eficiência e a competitividade da sua base empresarial. Para isso, considerou indispensável investir no capital humano, nas infra-estruturas, na logística, na tecnologia e na inovação.
Na sua intervenção, sublinhou ainda que o sector privado desempenha um papel determinante na transformação económica do país, lembrando que a experiência internacional demonstra que nenhum país alcançou níveis elevados de desenvolvimento sustentável sem empresários capazes de inovar, assumir riscos e criar riqueza.

Economia angolana cresce 5,3% no 1.º trimestre
José Massano destacou igualmente que o crescimento económico começa a reflectir-se no mercado de trabalho. No primeiro trimestre deste ano, a economia angolana registou uma expansão de 5,3%, desempenho que, segundo afirmou, tem contribuído para a criação de emprego, particularmente entre a população jovem.
Também presente na cerimónia, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, reiterou que a estratégia de diversificação económica passa pelo fortalecimento da produção nacional e pela crescente participação de investidores nacionais e estrangeiros.
Segundo o governante, o desafio não passa apenas por produzir mais, mas também por aumentar a capacidade de inovação das empresas angolanas para que consigam competir nos mercados internacionais.
“Os nossos empresários têm que vencer no nosso país, mas também têm de vencer nos mercados internacionais”, afirmou.
Para Rui Miguêns, Angola reúne condições para afirmar-se como um dos principais motores do crescimento económico do continente africano, desde que consiga potenciar o dinamismo do seu tecido empresarial.
A 41.ª FILDA volta, assim, a assumir-se como a principal plataforma nacional de promoção do investimento, da produção nacional, da inovação e da internacionalização das empresas angolanas, reunindo milhares de participantes nacionais e internacionais num momento em que o Executivo procura acelerar a diversificação da economia.





