“Sector transformador ainda é muito dependente de importações”, Governo angolano

Angola tem uma economia em que o sector transformador ainda é muito dependente de importações, admitiu esta Quarta-feira, em Luanda, o ministro de Estado para Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano. O governante falava durante a 2ª edição das “Conversas Economia 100 Macas”, promovido pelo jornalista e professor de Economia Carlos Rosado de Carvalho,…
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“Está a acontecer, mas o certo é que a matéria-prima necessária para pormos as fábricas a funcionar quase que, de modo transversal, ainda depende em muito de matéria-prima importada”, disse ministro de Estado para Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano.
Economia

Angola tem uma economia em que o sector transformador ainda é muito dependente de importações, admitiu esta Quarta-feira, em Luanda, o ministro de Estado para Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano.

O governante falava durante a 2ª edição das “Conversas Economia 100 Macas”, promovido pelo jornalista e professor de Economia Carlos Rosado de Carvalho, onde fez uma apresentação sobre o estado da economia angolana.

“Está a acontecer, mas o certo é que a matéria-prima necessária para pormos as fábricas a funcionar quase que, de modo transversal, ainda depende em muito de matéria-prima importada”, disse.

José de Lima Massano apontou que esta dependência não se reduz à matéria-prima, pois também há o tema de conhecimento, mão de obra especializada que o país ainda não dispõe, considerando tais situações como dificuldades relevantes que a economia vai enfrentar.

O ministro de Estado para Coordenação Económica recordou o seu regresso ao Banco Nacional de Angola em 2017, afirmando que, na altura, o crédito malparado disparou, o sistema financeiro deixou de conceder crédito a economia nacional e o sistema de alguma forma estrangulado.

“Não conseguíamos fazer transações, nem mesmo em moeda nacional, portanto, o tema não era apenas o acesso à moeda estrangeira, deixamos também de ter liquidez em moeda nacional”, elencou.

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