O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, anunciou neste Domingo que vai regressar à Guiné-Bissau e que é candidato a candidato a Presidente da República.
Simões Pereira fez o anúncio, em Lisboa, em Portugal, num encontro com a diáspora guineense, e explicou que regressará a Bissau “esta semana”, referindo-se à semana que se inicia na Segunda-feira, sem avançar ainda uma data concreta.
A decisão do regresso surge a pouco mais de dois meses das eleições gerais, presidenciais e legislativas, marcadas para 23 de Novembro, e depois de nove meses consecutivos de ausência do país.
Domingos Simões Pereira tem passado a maior parte dos últimos dois anos fora da Guiné-Bissau, depois de ter sido deposto do cargo de presidente da Assembleia Nacional Popular, imediatamente a seguir à dissolução do parlamento pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, em Dezembro de 2023.
O líder do PAIGC e da coligação PAI-Terra Ranka afastada do poder com a dissolução do parlamento, disse que fez, neste período de ausência, um périplo por vários países africanos e europeus, que incluiu encontros com entidades como a ONU e a UE, para informar a comunidade parceira da Guiné-Bissau sobre o regime em vigor no país.
Simões Pereira referiu que “não estaria a ser sincero” se dissesse não temer pela própria segurança no regresso a Bissau, mas considerou ter um compromisso político com o povo guineense de se colocar ao serviço da nação.
O presidente do PAIGC adiantou que vai apresentar-se no sábado, 20 de setembro, ao comité central do partido como candidato a candidato a Presidente da República.
Se esta disponibilidade for aceite, será também apresentada a proposta de candidatura à coligação PAI-Terra Ranka, com a qual venceu com maioria absoluta as legislativas de Junho de 2023 e se tornou presidente da Assembleia Nacional Popular, entregando o cargo de primeiro-ministro a Geraldo Martins.
Sobre as legislativas de 23 de novembro, em simultâneo com as presidenciais, Simões Pereira disse que vai apresentar aos órgãos do partido um nome, que se escusou a divulgar, para primeiro-ministro, no caso de vitória eleitoral.
Garantiu ainda que os partidos da coligação PAI-Terra Ranka continuam unidos, mantendo-se em aberto a possibilidade de concertação para as eleições com a coligação API Cabas Garandi, opositora do Presidente Umaro Sissoco Embaló, para quem Simões Pereira perdeu as presidenciais de 2019, depois de uma disputa judicial.
O líder do PAIGC considerou que será “falta de coragem” do actual chefe de Estado, que já anunciou a recandidatura, “se continuar a utilizar subterfúgios para que não haja” este confronto eleitoral.
“A nossa candidatura é no sentido de devolver a paz e tranquilidade”, afirmou, Simões, citado pela Lusa, considerando que os últimos cinco anos “têm sido catastróficos”, com “repressões, agressões e ultimamente assassinatos”.





