Socialista António José Seguro eleito Presidente de Portugal

O socialista António José Seguro foi eleito Presidente da República no Domingo, depois de uma segunda volta disputada com André Ventura, tornando-se assim o sexto Presidente eleito em democracia. A escolha de um chefe de Estado à segunda volta aconteceu pela última vez em 1986, quando Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares disputaram o…
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"Cada um no seu tempo e estilo serviu o nosso país com devoção e compromisso com o interesse nacional com a democracia. Servirei Portugal com o mesmo compromisso, mas com o meu próprio estilo", garantiu António José Seguro.
Líderes

O socialista António José Seguro foi eleito Presidente da República no Domingo, depois de uma segunda volta disputada com André Ventura, tornando-se assim o sexto Presidente eleito em democracia.

A escolha de um chefe de Estado à segunda volta aconteceu pela última vez em 1986, quando Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares disputaram o cargo. Há 40 anos, Soares venceu o duelo histórico e também agora Seguro faz história, ao superar o número de votos dados a Soares.

De acordo com os resultados provisórios mais actuais à data da publicação deste artigo, Seguro tem 66,82% dos votos e André Ventura arrecada 33,18%. Os resultados – que pode consultar aqui mais detalhadamente em cada distrito, concelho ou freguesia – foram, desde o início da noite eleitoral, distanciados. Sondagens à boca das urnas davam uma distância ‘confortável’ entre Seguro e Ventura.

Na saída da sua casa até à sede de campanha, Seguro começou por dizer que o “povo português era o melhor do mundo”. À medida que os resultados eram apurados, percebeu-se que a noite eleitoral não se ia transformar numa madrugada eleitoral – pelo menos, no que diz respeito ao discurso do vencedor, que antes da meia-noite já dizia a todos os que concorreram a Belém e ficaram pelo caminho: “A partir desta noite, deixámos de ser adversários”.

Marcelo Rebelo de Sousa foi lembrado no discurso de Seguro, que disse que seria Presidente de “todos, todos, todos os portugueses”, sublinhando ainda acerca de Marcelo e de outros antigos Presidentes da República:

“Cada um no seu tempo e estilo serviu o nosso país com devoção e compromisso com o interesse nacional com a democracia. Servirei Portugal com o mesmo compromisso, mas com o meu próprio estilo”, disse. Já quando respondia às questões dos jornalistas, Seguro confessou que não estava à espera dos resultados tão favoráveis à sua vitória.

“Pedi confiança reforçada e a certa altura pensei que a poderia ter. Não desta grandeza, mas sou humildade para dizer aos portugueses que a recebo com muita honra”, agradeceu.

Garantindo que iria utilizar a força que lhe foi dada para, junto do Governo e partidos políticos, reforçar uma “cultura de compromisso” que faça nascer políticas públicas duradouras – e que estas ultrapassem ciclos eleitorais -, acrescentou: “Esta força que o povo português me dá é uma força que está em sintonia com essa cultura. Como sempre disse: ou a política serve para resolver os problemas das pessoas ou não serve para rigorosamente nada.”

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