Uma exposição com a instalação “Entre Esquinas: A Fragilidade dos Rastros”, será inaugurada em 15 de Novembro, na galeria NowHere, em Lisboa, na qual a artista visual brasileira Sónia Távora celebra a iconografia urbana que une Portugal e Brasil.
Segundo um texto da galeria sobre a exposição, a instalação revela as “fragilidades dos rastros entre as esquinas das cidades, refletindo sobre os desafios urbanos, e expondo a vulnerabilidade de quem vive em situação de sem-abrigo”.
Na mostra, que ficará patente até 30 de Novembro, a artista aborda questões como a sustentabilidade e a gentrificação, utilizando papel cartão reutilizado, papel de arroz e tinta, criando fachadas, calçadas e ruas das cidades.
Para a artista, os rastros são “restos de papéis caídos no chão”, transformados em símbolos de resistência e memória que o visitante pode descobrir no “labirinto” de obras a percorrer na galeria. Os cortes feitos no papelão, explica, “revelam uma luz simbólica, refletindo a resiliência das cidades perante as suas cicatrizes”.
Sónia Távora talha cidades em grandes painéis de papelão, onde os traços delicados convidam à reflexão sobre a memória e a história que os materiais descartáveis representam.
De acordo com a Lusa, a instalação tem duas fases: a primeira, “A Fragilidade dos Rastros”, ocupa a galeria NowHere e inclui monotipias em papel de arroz criadas ao longo de um ano, e a segunda fase, “A Resistência dos Restos”, será apresentada entre Março e Abril de 2025, no Palácio dos Anjos, em Oeiras, e destacará uma cidade de papelão de grandes dimensões.
Nascida no Rio de Janeiro em 1952, Sónia Távora, formada em Arquitetura e Urbanismo nas Faculdades Integradas Bennett, dedica-se desde 2004 às artes visuais.
*Napiri Lufánia





