A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) decidiu manter o ‘rating’ de Angola em B-, com uma perspetiva de evolução estável. A decisão reflecte a actual dependência do país em relação ao câmbio e ao petróleo, apesar da redução da dívida este ano.
A S&P sublinha que a capacidade de Angola para cumprir as suas obrigações de dívida é limitada pelas vulnerabilidades orçamentais e externas. Embora o serviço da dívida tenha diminuído em 2024, a agência alerta que a credibilidade do governo continua a estar sujeita a movimentos adversos na taxa de câmbio e às flutuações no setor do petróleo, até que haja uma diversificação significativa da economia.
A agência reconhece que a revisão recente do Produto Interno Bruto (PIB) revelou uma economia 13% maior do que anteriormente estimado. No entanto, o crescimento económico per capita permanece baixo devido aos choques sucessivos e à elevada inflação.
Para este ano, a S&P antecipa um crescimento económico de 3%, uma melhoria significativa em relação ao crescimento de 0,9% do ano passado. A previsão para 2025 é de um crescimento de 2%, com uma expansão mais moderada de 1,6% esperada para os dois anos seguintes. Em termos de dívida pública, o rácio em relação ao PIB deve melhorar de 70,6% em 2023 para 61,3% em 2024, com uma continuidade de redução prevista até atingir 57% em 2027.





