Standard Bank Group defende reforço do comércio intra-africano para impulsionar o crescimento económico

O reforço do comércio entre os países africanos e o desenvolvimento da capacidade produtiva do continente foram apontados como factores essenciais para reduzir a dependência das importações e promover o crescimento económico sustentável. A posição foi defendida pelo director regional para Africa e Offshore da Banca de Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank Group,…
ebenhack/AP
Andrew Mashanda, director regional para Africa e Offshore da Banca de Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank Group referiu que o comércio intra-africano está avaliado em cerca de 250 mil milhões de dólares, representando aproximadamente 16% do comércio realizado no continente.
Forbes Lab

O reforço do comércio entre os países africanos e o desenvolvimento da capacidade produtiva do continente foram apontados como factores essenciais para reduzir a dependência das importações e promover o crescimento económico sustentável.

A posição foi defendida pelo director regional para Africa e Offshore da Banca de Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank Group, Andrew Mashanda, durante a primeira edição da Feira da Produção Angolana (FEPA), em Angola, ao destacar a importância do financiamento às empresas e do fortalecimento das instituições que apoiam a actividade económica.

Andrew Mashanda referiu que o comércio intra-africano está avaliado em cerca de 250 mil milhões de dólares, representando aproximadamente 16% do comércio realizado no continente.

No entanto, salientou que perante este cenário, é necessário ampliar a circulação de bens e serviços entre os países africanos e reforçar as empresas que respondem às necessidades dos mercados locais.

Segundo o responsável, a construção de economias africanas mais autónomas depende da capacidade de produzir mais no continente, transformar matérias-primas e comercializar os produtos para além das fronteiras nacionais.

O director regional para Africa e Offshore da Banca de Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank Group destacou ainda o contributo do Standard Bank Angola no apoio às instituições e empresas que impulsionam o crescimento económico do país, sublinhando o potencial de Angola para assumir um papel relevante no comércio intra-africano.

As tensões geopolíticas e as tarifas impostas pelos Estados Unidos foram igualmente mencionadas pelo Mashanda como factores que reforçam a necessidade de os países africanos desenvolverem mecanismos para aumentar o comércio entre si.

Na sua perspectiva, o continente continua a enfrentar desequilíbrios económicos, uma vez que, apesar de produzir matérias-primas, importa uma quantidade significativa de produtos transformados de outras regiões do mundo.

Neste contexto, defendeu o investimento em indústrias e infra-estruturas capazes de acrescentar valor à produção africana.

O responsável manifestou satisfação com os progressos alcançados pelo Standard Bank Angola, que, segundo afirmou, tem 16 anos de actividade e integra o grupo dos cinco maiores bancos do mercado nacional, destacando também o seu desempenho em termos de retorno e capital.

A instituição angolana faz parte de um grupo bancário com 164 anos de história, que reafirmou o seu compromisso com o mercado nacional. Para demonstrar essa aposta, o gestor referiu a recente visita de responsáveis executivos do grupo e da região africana a Angola.

“O banco pretende continuar a desempenhar um papel no financiamento das empresas, na facilitação do comércio e na promoção do crescimento económico, contribuindo para ampliar a participação de Angola nas trocas comerciais do continente”, disse.

A intervenção terminou com uma mensagem de confiança na capacidade de realização dos angolanos, sintetizada na expressão “Angola, está a falar, está a fazer”.

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