“Sustentabilidade do turismo em Angola depende de uma perspectiva de inclusão, que também é económica”, adverte Carlos Borges

O sócio responsável pela área de advisory da KPMG, Carlos Borges, considerou esta Sexta-feira, 30, em Luanda, que a sustentabilidade do turismo em Angola depende de uma perspectiva de inclusão, que também é económica. “Nós não podemos estar só a falar de alojamento, temos de falar de activiadades turísticas, temos de falar de gastronomia, temos…
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O sócio responsável pela área de advisory da KPMG considera que o país deve ter a visão de que o sector do turismo está no fim da cadeia de valor de outros sectores, depois da educação, saúde, segurança e transporte.
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O sócio responsável pela área de advisory da KPMG, Carlos Borges, considerou esta Sexta-feira, 30, em Luanda, que a sustentabilidade do turismo em Angola depende de uma perspectiva de inclusão, que também é económica.

“Nós não podemos estar só a falar de alojamento, temos de falar de activiadades turísticas, temos de falar de gastronomia, temos de falar de cultura, que é algo que está muito ligado ao sector turismo”, disse o responsável, que falava no painel Estratégia para Melhoria do Ambiente de Negócios no Turismo, abordado no 1.° Conselho Consultivo Ministério do Turismo.

Carlos Borges o país deve ter a visão de que o sector do turismo está no fim da cadeia de valor de outros sectores, depois da educação, saúde, segurança e transporte.

“Não há trabalho que se possa fazer neste sector se estes não estiverem alinhados e o foco deve ser as micro, pequenas e médias empresas. É isto que temos de priorizar. Obviamente, se haver projectos estruturantes, eles têm que ser acarinhado. Mas se não houver essa perspectiva de inclusão, as coisas não vão funcionar (…)”, advertiu.

Para o sócio responsável pela área de advisory da KPMG, o turismo de lazer tem um peso de 80% e o resto é turismo de negócios.

“Nós viciamo-nos, nos últimos 15 anos, no turismo de negócios, que é o turista que paga muito porque vem fazer negócios, não está muito preocupado com o serviço que está a ter porque, efectivamente, quer fechar o seu contrato e sujeita-se. Assim não vamos ter turismo”, lamentou.

Carlos deu exemplo de alguns trabalhos desenvolvidos por países vizinhos, como Moçambique, Namíbia, África do Sul Tanzânia que para ter investimento, financiamento e incentivos, definiram prioridades e propostas de valores.

“Isso é fundamental para que quem vai investir, nos perceba como um destino de investimento turístico. Podemos falar, podemos promover, mas não chega. Temos que trabalhar colaborativamente”, incentivou.

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