TAAG volta a registar resultado líquido negativo de 144,6 milhões USD em 2025

A Linhas Aéreas de Angola (TAAG) voltou a registar, em 2025, um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares, avançou esta Sexta-feira, 22, em Luanda, o Presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa. O responsável, que falava em conferência de imprensa, justificou que o resultado reflecte, em grande medida, o impacto de investimentos estruturantes…
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Presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa, justifica que o resultado reflecte, em grande medida, o impacto de investimentos estruturantes associados à modernização da frota.
Economia

A Linhas Aéreas de Angola (TAAG) voltou a registar, em 2025, um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares, avançou esta Sexta-feira, 22, em Luanda, o Presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa.

O responsável, que falava em conferência de imprensa, justificou que o resultado reflecte, em grande medida, o impacto de investimentos estruturantes associados à modernização da frota, à reorganização operacional, à transição aeroportuária, ao reforço da capacidade técnica, à recuperação dos sistemas afectados pelo cyber attack e à implementação de medidas essenciais para assegurar a sustentabilidade futura da companhia.

“A transformação da TAAG não pode ser analisada numa lógica imediatista. Estamos a falar de um sector altamente técnico, intensivo em capital e extremamente exigente do ponto de vista operacional”, referiu.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração, nenhuma companhia aérea consegue transformar-se, modernizar-se e crescer sem investimento.

“O importante é, por isso, garantir que esses investimentos criam bases mais sólidas, mais eficientes e mais sustentáveis para o futuro da companhia”, frisou.

Ao longo de 2025, informou o PCA, a TAAG transportou 1,26 milhões de passageiros, operou uma rede de 26 destinos domésticos, regionais e intercontinentais e registou receitas globais de 437 milhões de dólares.

“Encerrámos o exercício com uma frota de 32 aeronaves e prosseguimos o processo de modernização da frota através da introdução progressiva das aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner e Airbus A220-300”, sublinhou.

“Estes investimentos representam um esforço estrutural significativo. Mas representam também uma decisão estratégica sobre o futuro da companhia e sobre o posicionamento de Angola na aviação regional e mundial. “Ao mesmo tempo, é importante assumir que este processo de transformação implica pressão financeira relevante”, frisou.

Clóvis Rosa fez saber que ao longo do último ano a empresa avançou com medidas concretas em áreas críticas para a operação, reforçando sistemas de manutenção e aeronavegabilidade, acelerando programas de formação técnica, implementando novos mecanismos de controlo operacional e segurança, reforçando capacidade técnica local e consolidámos novas parcerias estratégicas internacionais.

Neste contexto, destacou pela sua importância estruturante o programa Palanca, desenvolvido em parceria com a Lufthansa Consulting, que apoia o processo de reestruturação, optimização e modernização da companhia em áreas fundamentais como segurança operacional, manutenção e engenharia, operações de voo, eficiência organizacional e sustentabilidade financeira.

“Ao longo de 2025, a companhia realizou 275 novas contratações, incluindo pilotos, tripulantes de cabine e técnicos especializados, ao mesmo tempo que avançou com programas de formação estruturada para pilotos e técnicos de manutenção de aeronaves”, acrescentou.

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