Taxa de desemprego em Angola reduz para 20,1% no 4.° trimestre de 2025

A taxa de desemprego em Angola caiu para 20,1% no quarto trimestre de 2025, menos 6,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, contabilizando-se atualmente 2,2 milhões de desempregados, foi anunciado. O Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano refere, no Inquérito ao Emprego em Angola (IEA), que a população em idade ativa (pessoas com 15…
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano refere, no Inquérito ao Emprego em Angola (IEA), que a população em idade ativa (pessoas com 15 ou mais anos) foi estimada em 22.424.975 indivíduos.
Economia

A taxa de desemprego em Angola caiu para 20,1% no quarto trimestre de 2025, menos 6,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, contabilizando-se atualmente 2,2 milhões de desempregados, foi anunciado.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano refere, no Inquérito ao Emprego em Angola (IEA), que a população em idade ativa (pessoas com 15 ou mais anos) foi estimada em 22.424.975 indivíduos.

Desse total, 8,8 milhões – número da população empregada – declararam ter trabalhado no período em referência, seja por conta de outrem, por conta própria ou num negócio familiar. A população economicamente activa foi estimada em 11,1 milhões de pessoas e a população fora da força de trabalho (que não procura emprego e não quer trabalhar) foi estimada em 11,3 milhões de pessoas.

Segundo o inquérito, 6,9 milhões de pessoas têm emprego informal em Angola e a taxa de emprego informal foi fixada em 78,6%, confirmando a informalidade da economia angolana, sendo que a taxa de emprego foi estimada em 39,6%, a maioria na área urbana. Pelo menos 8,8 milhões de pessoas em Angola têm emprego, dos quais 4,6 milhões são homens e 4,1 milhões mulheres.

Os dados indicam que os grupos etários 25-34, 35-44 e 45-54 anos concentram o maior grupo de pessoas empregadas no país. Na análise destaca-se que a população empregada, neste período, esteve na sua maioria a trabalhar no comércio grosso e a retalho e reparos (33%), seguindo-se a agricultura, silvicultura e pesca (16,8%) e transporte e armazenagem (6,2%).

O estudo agrega ainda dados sobre o subemprego relacionado ao tempo – número total de empregados que trabalharam menos de 35 horas por semana e que declararam estar disponíveis a trabalhar mais horas em outra atividade remunerada – estimada em 4,7% da população empregada.

A subutilização da mão de obra (desajuste entre a oferta e a procura de mão de obra), diz a Lusa, foi estimada, no último trimestre de 2025, em 46,9% e afecta mais as mulheres do que homens.

O responsável do Domínio de Estatísticas do Trabalho do INE, Adilson Muhongo, que procedeu a apresentação do IEA, realçou que a pesquisa foi a primeira elaborada à luz das novas resoluções emanadas das conferências promovidas pela Organização

 

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