Tecnologia blockchain controla massa salarial na Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau tornou-se hoje num dos primeiros países da África Ocidental a utilizar a tecnologia ´blockchain` para controlo da massa salarial e pessoal na Administração Pública, num país onde os salários absorvem o grosso das receitas fiscais. Há cinco anos que a Guiné-Bissau estava a trabalhar esta solução com o Fundo Monetário Internacional (FMI), como…
ebenhack/AP
Primeiro-ministro, Rui Barros, destacou que se trata de uma ferramenta “muito importante e segura para gerir dados”, que não permite fazer nada sem respeitar todos os procedimentos.
Economia

A Guiné-Bissau tornou-se hoje num dos primeiros países da África Ocidental a utilizar a tecnologia ´blockchain` para controlo da massa salarial e pessoal na Administração Pública, num país onde os salários absorvem o grosso das receitas fiscais.

Há cinco anos que a Guiné-Bissau estava a trabalhar esta solução com o Fundo Monetário Internacional (FMI), como lembrou nesta Quarta-feira o primeiro-ministro, Rui de Barros, salientando que “hoje é o ponto de implementação” desta ferramenta no país.

A solução ´blockchain`é uma plataforma digital para “reforçar a transparência da gestão da massa salarial” e consequente contratação de pessoal na Administração Pública.

O primeiro-ministro destacou que se trata de uma ferramenta “muito importante e segura para gerir dados”, que não permite “fazer nada sem respeitar todos os procedimentos”.

A plataforma digital, como explicou, será utilizada pelos ministérios das Finanças e da Administração Pública e pelo Tribunal de Contas, intervenientes no processo de gestão e fiscalização.

O ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, acredita que este sistema “vai revolucionar a Administração Pública” na Guiné-Bissau que tem vivido com uma “subida galopante da massa salarial de uma forma irracional e descontrolada”, como considerou Rui de Barros, citado pela Lusa.

A partir de agora, disse, haverá um controlo a nível da admissão do pessoal, com normas que obrigam a que haja “vaga identificada” e um pedido ao Ministério das Finanças para saber se existem ou não condições de cabimento de verba, além da fiscalização do Tribunal de Contas.

Mais Artigos