O vice-presidente da Guiné Equatorial prometeu tomar “medidas legais” contra qualquer pessoa que divulgue “falsas acusações, calúnias ou difamações” contra ele, após ter sido alvo de processos judiciais em diversos países.
“Decidi tomar medidas legais contra qualquer pessoa que, da Guiné Equatorial ou do exterior, tenha espalhado acusações falsas, calúnias ou difamações contra mim”, declarou Teodoro Nguema Obiang, popularmente conhecido como Teodorín, na rede social X, acrescentando que qualquer pessoa que o acuse de “actos de corrupção, crimes ou qualquer outra conduta ilegal terá que fundamentar as acusações perante os tribunais e apresentar as provas”.
O filho do chefe de Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, sublinhou que, antes de ocupar um cargo público, já obtinha o seu próprio rendimento no setor privado, portanto, qualquer pessoa que alegue que a sua riqueza provém de corrupção deve “provar isso”.
“As redes sociais não devem tornar-se um tribunal onde qualquer pessoa possa acusar, condenar e destruir reputações”, afirmou. Apesar destas alegações, Nguema Obiang já foi investigado e acusado de corrupção em diversas ocasiões no passado.
Em 2017, a justiça francesa condenou Teodoro Nguema Obiang a três anos de prisão suspensa, uma multa de 30 milhões de euros e confiscou numerosos bens por lavagem de dinheiro.
O líder da Guiné Equatorial, citado pela Lusa, evitou uma condenação, mas concordou em pagar mais de 30 milhões dólares, vendendo bens como uma mansão na cidade de Malibu, nos EUA, um Ferrari e objectos de colecção do artista Michael Jackson.





