Terminal Portuário da SDBD prevê movimentar 20 milhões de toneladas de carga anualmente

O Terminal Portuário da Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande (SDBD) vai receber embarcações com capacidade de 80 mil toneladas e prevê movimentar cerca de 20 milhões de toneladas de carga diversa anualmente, incluindo carga a granel, geral e carga contentorizada. Para a materialização deste projecto, o Ministério dos Transportes, por via…
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A construção do Terminal Portuário comporta um volume de investimento de mais de 400 milhões de dólares, e será construída de forma faseada, prevendo-se a que a primeira fase esteja concluída nos próximos dois anos.
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O Terminal Portuário da Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande (SDBD) vai receber embarcações com capacidade de 80 mil toneladas e prevê movimentar cerca de 20 milhões de toneladas de carga diversa anualmente, incluindo carga a granel, geral e carga contentorizada.

Para a materialização deste projecto, o Ministério dos Transportes, por via da SDBD, a Huatong Angola Industry, entidade responsável pelo investimento, sucursal angolana da Huatong Industry, e a Berkshire Waterhoue Insfrastruture Development assinaram esta Segunda-feira, 20, em Luanda, acordos de construção, exploração, gestão e manutenção da referida insfrastrutura, considerada um activo estratégico para o reforço da capacidade logística e do fomento da exportação da República de Angola.

A construção do Terminal Portuário comporta um volume de investimento de mais de 400 milhões de dólares, e será construída de forma faseada, prevendo-se a que a primeira fase esteja concluída nos próximos dois anos.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do grupo Huatong, Zhang Wendong, após a conclusão da infra-estrutura-, o terminal portuário da Barra do Dande será de extrema importância para o aperfeiçoamento do sistema de transporte regional, a rentabilização dos recursos costeiros, o aumento da capacidade logística e o fomento do desenvolvimento industrial, elevando de forma abrangente o impacto e a influencia da Zona Franca da Barra do Dande na região da África Austral.

Estamos plenamente cientes de que o sucesso desta infra-estruturadepende do forte apoio do Executivo. Actualmente, a limitação da capacidade logística portuária já condiciona o pleno escoamento da produção do parque industrial.

O responsável solicitou ao Ministério dos Transportes, à SDBD e demais autoridades competentes que continuem a concede o maior apoio político no que diz respeito à futura operação do terminal, à alocação de rotas marítimas e à coordenação da capacidade logística.

“A Huatong evoluiu de um mero participante na industrialização de Angola para uma empresa de investimento reconhecida pelo Estado. No futuro, trabalharemos em estreita harmonia com os nossos dois parceiros, unindo esforços para transformar o Terminal Portuário da Barra do Dande numa porta de entrada e numa ponte de excelência para a abertura de Angola ao exteriorˮ, referiu.

Já o secretário de Estado para os sectores da Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Adilson Catala, referiu que o investimento vai muito além da construção de um terminal portuário.

“Estamos a lançar as bases de um ecossistema integrado onde coexistirão actividades portuárias, industriais, logísticas, comerciais e de serviços, criando uma plataforma moderna para apoiar o crescimento económico do país. A localização estratégica da Zona Franca da Barra do Dande permite potenciar ligações marítimas internacionais, servir o mercado nacional e apoiar a integração económica da África Austral e da zona de comércio livre continental africano. Estamos assim a reforçar o posicionamento de Angola como uma plataforma regional de comércio, distribuição e investimento. Mas o verdadeiro impacto desse investimento ultrapassa largamente a construção de infra-estruturas portuáriasˮ, frisou.

De acordo com Adilson Catala, o terminal portuário e as infra-estruturas básicas integradas constituirão o principal catalisador para a atracção de novos investimentos industriais, logísticos comerciais para a Zona Franca da Barra do Dado.

“Estima-se que apenas na primeira fase do projecto, esses investimentos permitam a instalação múltiplos empreendimentos produtivos capazes de gerar cerca de 21 mil postos de trabalho, impulsionando a industrialização, promovendo a transferência do conhecimento e criando novas oportunidades para milhares de famílias angolanasˮ, reforçou.

O Executivo angolano, conforme o secretário de Estado para os sectores da Aviação Civil, Marítimo e Portuário, continuará empenhado em criar um ambiente favorável de investimento, baseado na previsibilidade, estabilidade regulatória, transparência, segurança jurídica e boa governação, considerando que estes princípios constituem factores indispensáveis pelo desenvolvimento de parcerias sólidas e sustentáveis e que representam uma prioridade permanente do Governo.

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