O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República Democrática de Timor-Leste, Bendito dos Santos Freitas, manifestou preocupação face à actual situação política prevalecente no país, com apelo à reposição urgente da ordem constitucional e à publicação oficial, pela Comissão Nacional de Eleições, dos resultados das eleições gerais de 23 de Novembro de 2025, em conformidade com as atas legislativas de apuramento regionais.
Na qualidade de Presidente em exercício do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Bendito dos Santos Freitas considerou, igualmente, que a libertação imediata e incondicional de todos os detidos na sequência da crise de 26 de novembro de 2025 representa um requisito essencial para o restabelecimento da normalidade democrática.
O chefe da diplomacia timorense foi recebido pela Embaixadora Maria de Fátima Jardim, secretária executiva da CPLP, com quem manteve um encontro reservado.
Neste sentido, a embaixadora Maria de Fátima Jardim, referiu a reafirmação da missão de bons ofícios e do acompanhamento permanente da situação na Guiné-Bissau, tendo reiterado o apoio da CPLP e da Presidência em exercício ao povo guineense, com vista à estabilidade institucional, ao diálogo político e ao respeito pelos princípios democráticos.
No quadro económico, a secretária executiva evocou a importância de reforçar o pilar da cooperação económica da CPLP, com incidência no comércio, no emprego e na formação profissional, bem como de dinamizar dimensões estruturantes como a segurança alimentar, a cultura, a educação e a difusão da língua portuguesa.
A Embaixadora Fátima Jardim mencionou ainda o valor da participação dos Observadores Associados, como parceiros estratégicos na mobilização de iniciativas e recursos para o cumprimento dos objectivos da organização.
No domínio da projecção internacional e das oportunidades de cooperação externa, Bendito dos Santos Freitas partilhou informação sobre a adesão de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), formalizada a 26 de outubro no ano transato.
Em dezembro de 2025, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa decidiu eleger Timor-Leste para assumir, de forma temporária, a presidência da organização.
Esta decisão surgiu em resposta à situação política na Guiné-Bissau, que era o país presidente rotativo da CPLP, mas cuja participação foi suspensa na sequência da interrupção do processo eleitoral naquele país.
A presidência temporária prolongar-se-á até 2027, abrindo espaço a potenciar a cooperação entre os países lusófonos e a reforçar a relevância da CPLP em matérias políticas, económicas e de solidariedade entre Estados-membros.





