Trabalhadores angolanos decidem greve geral em assembleias agendadas para 24 de Fevereiro

As assembleias provinciais dos trabalhadores angolanos para a deliberação da greve geral, com início previsto para 15 de Março, acontecem em 24 deste mês em 17 províncias angolanas. De acordo com o secretário-geral da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Jacinto, a alteração da data das assembleias provinciais convocadas para…
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A CGSILA, UNTA-CS e a Força Sindical exigem um salário mínimo nacional de 276 euros, admitindo paralisação geral em caso de resposta insatisfatória.
Economia

As assembleias provinciais dos trabalhadores angolanos para a deliberação da greve geral, com início previsto para 15 de Março, acontecem em 24 deste mês em 17 províncias angolanas.

De acordo com o secretário-geral da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Jacinto, a alteração da data das assembleias provinciais convocadas para a declaração da greve, inicialmente agendadas para 15 de Fevereiro, foi decidida em reunião recente das centrais sindicais.

Luanda, capital angolana, deve realizar a sua assembleia em 09 de Março, com o anúncio da greve geral agendado para 14 do mesmo mês e um dia depois (15 de Março) deve entrar em vigor a paralisação geral dos trabalhadores angolanos.

Centrais sindicais angolanas anunciaram, em 26 de Janeiro, uma greve geral na função pública para março, considerando que o Governo “fez ouvidos de mercador” e “menosprezou” a proposta de aumento salarial na ordem dos 250%.

O secretário-geral da CGSILA, que falava em conferência de imprensa, na ocasião, disse que a decisão surge por falta de consensos com o executivo angolano, referindo que o caderno reivindicativo remetido ao Presidente angolano, João Lourenço, em 05 de Setembro de 2023, “foi ignorado pelas autoridades”.

A greve geral na função pública é uma decisão da CGSILA, da União Nacional dos Trabalhadores de Angola – Confederação Sindical (UNTA-CS) e da Força Sindical.

A CGSILA, UNTA-CS e a Força Sindical, lembra a Lusa, remeteram, em 05 Setembro de 2023, um memorando ao Presidente angolano, João Lourenço, onde exigem um salário mínimo nacional de 250 mil kwanzas (276 euros), admitindo paralisação geral em caso de resposta insatisfatória.

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